Em entrevista concedida à Record TV neste domingo (23/8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que apoia as investigações sobre Lulinha, seu filho Fábio Luís Lula da Silva, e garantiu que ele responderá na Justiça caso tenha cometido qualquer ilícito.

As apurações conduzidas pela Polícia Federal miram suspeitas de tráfico de influência em contratos públicos federais. O chefe do Executivo ressaltou a seriedade do processo que envolve o empresário e também seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Segundo Lula, a orientação dada ao filho é apresentar sua defesa e provar a inocência. O presidente destacou que todos os cidadãos devem agir rigorosamente dentro da lei e reiterou que não haverá impunidade nem interferência política nos trabalhos das autoridades judiciais e policiais.

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“Meu filho sabe que, se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado”, declarou o petista. Ele assegurou ainda que não atua para vetar apurações, afastar delegados ou proteger aliados que tenham provocado prejuízos aos cofres públicos.

Esquema investigado pela Polícia Federal

A Polícia Federal apura se a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, utilizou presentes, joias e o custeio de despesas de Marcola para abrir portas no Palácio do Planalto. Ela teria atuado em favor de empresários, incluindo Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Marcola, antigo homem de confiança de Lula no gabinete presidencial, acabou exonerado em julho sob a justificativa de que iria para a coordenação da campanha de reeleição. Contudo, desligou-se totalmente das funções partidárias no início de agosto, após o surgimento das denúncias de pagamentos.

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Relação diplomática com os Estados Unidos

Durante a mesma sabatina, o presidente brasileiro também abordou a recente conversa telefônica com o mandatário norte-americano, Donald Trump. O diálogo tratou sobre o aumento de tarifas imposto aos produtos do Brasil exportados para o mercado dos Estados Unidos.

Embora classifique o contato direto com Trump como respeitoso e produtivo, Lula criticou a atuação do segundo escalão da gestão americana. Para o Planalto, nomes da ala mais radical do Departamento de Estado, como o secretário Marco Rubio, geram ruídos ideológicos desnecessários entre as nações.

FONTE/CRÉDITOS: Alice Groth