O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou neste sábado (29/8), durante comício em Belo Horizonte, que não aceitará qualquer interferência estrangeira no Brasil ao longo de seu mandato no Palácio do Planalto. O pronunciamento ocorre em um momento de atrito diplomático e comercial com os Estados Unidos, motivado pela imposição de sobretaxas econômicas e suspeitas de ingerência política no processo eleitoral nacional.

Sem mencionar diretamente outros líderes durante o encerramento da agenda mineira, o petista enfatizou a busca pelo respeito internacional ao país. Recentemente, contudo, Lula conversou por telefone com o ex-presidente norte-americano Donald Trump para contestar a imposição do tarifaço comercial, classificando as alegações daquele governo como infundadas.

Apesar dos atritos recentes, interlocutores do governo avaliaram que o diálogo direto abriu caminhos para retomar as negociações comerciais. No cenário interno, a defesa da soberania nacional tem sido utilizada pelos articuladores governistas como um pilar de debate político frente aos seus opositores.

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O ato público no Centro da capital mineira reuniu a primeira-dama Janja Lula da Silva, além das ministras Margareth Menezes e Esther Dweck. A pauta do encontro priorizou bandeiras como a expansão da educação e a intensificação das políticas de combate ao feminicídio.

Além das questões diplomáticas e sociais, o presidente abordou a pauta trabalhista ao projetar avanços no Poder Legislativo. Segundo Lula, o Congresso Nacional deve votar na próxima semana a proposta que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1, garantindo mais tempo de descanso e convivência para a população.

FONTE/CRÉDITOS: Thiago Bonna and Raphael Veleda