A ex-ministra da Saúde e primeira mulher a presidir a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, lança nesta quarta-feira (1º) em Brasília seu novo livro, "Ainda há tempo: a pandemia de covid-19 e a transformação do futuro". A obra, que detalha os bastidores e os desafios enfrentados durante a pandemia de Covid-19, busca preservar a memória e as lições desse período crítico.

Intitulado "Ainda há tempo: a pandemia de covid-19 e a transformação do futuro", o livro revela episódios inéditos. Entre eles, destacam-se a implementação de um hospital de emergência de alta complexidade em Manguinhos e as complexas negociações para a transferência de tecnologia da vacina da AstraZeneca.

Nísia Trindade enfatiza a relevância de manter viva a memória daquele período. Para ela, "o silêncio é o pior adversário diante de traumas, ainda mais quando podemos considerá-los coletivos", reforçando a necessidade de reflexão contínua sobre os eventos.

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O lançamento oficial da obra ocorre hoje, 1º de maio, às 19h, na Livraria da Travessa, localizada no Casa Park Shopping, em Brasília. Amanhã, 2 de maio, o evento se repetirá no Rio de Janeiro, às 17h, na PUC-Rio.

Exposição

Em paralelo ao lançamento do livro, a exposição inédita "Vida Reinventada - A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro" foi inaugurada esta semana no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro. A concepção dessa mostra também é assinada pela ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade.

A expografia e cenografia da exposição foram desenvolvidas por André Cortês, renomado cenógrafo brasileiro, conhecido por sua expertise em grandes montagens.

A mostra oferece ao público uma rica coleção de documentos, relatos, instalações artísticas, testemunhos e vídeos, incluindo minidocumentários. Todo o material foi produzido por diversos cientistas que também colaboraram na curadoria do projeto.

André Cortês reflete sobre a capacidade humana de superação: "A criatividade humana coletiva sempre floresceu diante do desafio, seja para ampliar o conforto físico e espiritual, seja para nos salvar". Ele complementa que a mensagem central é "poderia ter sido diferente", servindo como um lembrete constante para evitar a repetição de erros passados.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil