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A economia compartilhada no campo ganha holofotes com o Projeto de Lei 2971/26, que cria a Política Nacional do Agro Colaborativo. A proposta apresentada na Câmara dos Deputados busca difundir práticas de cooperação, agricultura circular e o uso coletivo de recursos na agropecuária.
De autoria do deputado José Medeiros (PL-MT), a medida foi desenhada para cortar despesas de produção. O texto também aposta na facilitação de ferramentas tecnológicas para pequenos e médios produtores, reduzindo desperdícios e elevando a eficiência do setor.
O conceito central gira em torno do uso comum de máquinas, insumos, infraestruturas e serviços entre agricultores. Entre os ativos passiveis de divisão estão tratores, colheitadeiras, sistemas de irrigação e até colmeias.
Incentivos e modernização
Para viabilizar a política, o texto sugere benefícios fiscais para plataformas de compartilhamento rural. Também entram no radar linhas de crédito direcionadas e o apoio a cooperativas tecnológicas.
A iniciativa prevê ainda o fomento a sistemas integrados e à bioeconomia, utilizando resíduos orgânicos para gerar energia e adubo. Ferramentas digitais avançadas, como inteligência artificial e internet das coisas, completam o escopo.
O deputado José Medeiros argumenta que a medida otimiza ativos ociosos, como tratores parados, democratizando o acesso a maquinários. Para ele, a estratégia combate custos altos e a desigualdade tecnológica na agropecuária brasileira.
Próximos passos
O texto segue em tramitação na Câmara dos Deputados. A matéria passará pelo crivo de comissões permanentes antes de seguir para avaliação no Senado Federal.
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