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O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, revelou seu plano de governo oficial, que traz propostas profundas como o fim do Bolsa Família e a intervenção em prefeituras ineficientes. O documento de 51 páginas foi detalhado recentemente pela Agência Brasil.

Na primeira etapa do projeto, a chapa sugere um corte drástico de despesas. A ideia central é desvincular os benefícios previdenciários do salário mínimo, limitando reajustes apenas à inflação oficial.

Com a revisão de abonos, o fim de supersalários e uma nova reforma da Previdência, a campanha projeta uma economia de até R$ 1,1 trilhão até o ano de 2031.

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Além disso, o candidato quer eliminar a obrigatoriedade dos repasses mínimos constitucionais para saúde e educação, que hoje são atrelados à receita corrente líquida da União.

Propostas para municípios e segurança

O programa prevê a criação da Comissão Federal de Gestão Pública para fiscalizar prefeituras. Cidades consideradas ineficientes poderão sofrer tutela direta do governo federal nos próximos anos.

Para substituir o Bolsa Família, o partido Missão sugere as Frentes Cidadãs. O modelo consiste em trabalho remunerado obrigatório em prol da comunidade para os atuais beneficiários do programa social.

No setor de segurança pública, o candidato promete declarar guerra ao crime por meio de decretos de Estado de Defesa. A medida criaria tribunais especializados para julgar facções criminosas.

Infraestrutura e habitação

Na área de infraestrutura, a meta é elevar os investimentos para 4% do Produto Interno Bruto (PIB). A malha ferroviária nacional saltaria de 30 mil para 40 mil quilômetros.

O texto também introduz o conceito de desfavelização em até dez anos. O projeto prevê a conversão de comunidades em bairros formais por meio de hipotecas e demolição rápida de construções irregulares.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil