As vendas de veículos novos no Brasil alcançaram 2.226.984 unidades nos primeiros cinco meses do ano, representando a segunda maior marca para o período desde 2011. O volume registrado entre janeiro e maio de 2026 superou em 15,3% as vendas do mesmo período de 2025, conforme dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

A entidade consolida dados de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários novos. O presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, atribuiu o desempenho positivo à consistência da demanda, impulsionada por programas como o Carro Sustentável e o Move Brasil.

Ele destacou que incentivos que reduzem preços e taxas de juros para financiamentos são cruciais, dada a forte dependência do setor em relação ao crédito, renda, confiança do consumidor e previsibilidade para investimentos.

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Carro Sustentável impulsiona vendas

Veículos contemplados pelo Programa Carro Sustentável apresentaram um aumento expressivo de 31,4% nas vendas em comparação ao período anterior à sua implementação. A Fenabrave realizou a comparação entre 11 de julho de 2025 a 31 de maio de 2026 (após o início do programa) e o período de 11 de julho de 2024 a 31 de maio de 2025 (antes do programa).

Crescimento expressivo para híbridos e elétricos

Os segmentos de veículos e comerciais leves híbridos e elétricos puros foram os que registraram os maiores avanços nas vendas nos primeiros cinco meses do ano, em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Veículos híbridos somaram 121.110 unidades vendidas até maio, um crescimento de 77,9% frente às 68.056 unidades comercializadas no ano anterior.

Já os veículos elétricos puros atingiram 69.347 unidades vendidas no acumulado do ano até maio, um aumento de 181,5% em comparação com as 24.635 unidades vendidas no mesmo período de 2025.

A alta para os elétricos puros foi ainda mais acentuada em maio, com um crescimento de 201,3% nas vendas em relação a maio de 2025.

“O mercado de elétricos segue em expansão, e agora vive uma fase de consolidação no Brasil. A evolução depende não apenas da oferta de veículos, mas também de infraestrutura, informação ao consumidor e previsibilidade regulatória”, ressaltou o presidente da Fenabrave.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil