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O advogado Antônio de Almeida Castro, conhecido como Kakay, criticou veementemente as declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, a respeito de uma possível prisão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB). Em entrevista à revista Veja, Durigan sugeriu que Rocha poderia ser preso devido ao envolvimento do Banco de Brasília (BRB) com o Banco Master. Kakay, que representa Rocha, interpretou as afirmações de Durigan como um sinal de que o ministro detém "informações privilegiadas" sobre o caso.
Kakay assegurou que Ibaneis Rocha aguarda os desdobramentos da investigação com serenidade e que se mantém à disposição da Justiça. Ele destacou que, durante seu mandato como governador, Ibaneis sempre garantiu autonomia total ao presidente do BRB. O ministro da Fazenda, por sua vez, expressou forte oposição ao pedido de aporte financeiro da União para socorrer o BRB, classificando-o como "inadmissível". Durigan atribuiu a crise do banco ao ex-governador e defendeu que a solução deveria vir dele ou do próprio Governo do Distrito Federal (GDF).
Diante da situação, a governadora Celina Leão (PP), sucessora de Ibaneis Rocha, propôs à Câmara Legislativa (CLDF) um projeto de lei que viabiliza uma operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O objetivo é recompor o caixa do BRB e restaurar sua liquidez. A proposta foi apresentada em regime de urgência, amparada pelo artigo 73 da Lei Orgânica do DF.
Entenda o caso BRB e Banco Master
O BRB viu sua situação se complicar após se envolver com o Banco Master, adquirindo fundos sem lastro financeiro, popularmente conhecidos como "fundos podres". Havia também negociações para a compra da instituição financeira, controlada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que atualmente está preso. O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Master, dos quais R$ 12,2 bilhões estão sob escrutínio da Polícia Federal por suspeitas de irregularidades. Com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central em novembro do ano passado, o BRB sofreu perdas financeiras e não conseguiu reaver os ativos, que foram bloqueados pela autoridade monetária.
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