O tribunal do júri que vai julgar Diego Fonseca Borges por feminicídio acontece nesta quinta-feira (27), no Fórum de Jataí, em Goiás. Ele é acusado de matar a namorada Ielly Gabrielly Alves com um tiro. O processo sofreu suspensão em dezembro do ano passado após a equipe de defesa deixar a sessão e ir embora.

Para esta nova sessão, a defesa declarou expectativa de que o sigilo das votações seja mantido. A representação jurídica afirmou esperar que os jurados decidam com base exclusiva nos autos do processo.

O crime ocorreu em novembro de 2023. A vítima registrava em vídeo o companheiro apontando uma arma em sua direção quando o disparo foi efetuado. O projétil atingiu o peito de Ielly, que chegou a receber atendimento médico em um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

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Inicialmente, o réu alegou à polícia que dois motociclistas passaram pelo local e efetuaram os tiros. Contudo, a gravação encontrada no celular da vítima desmentiu a versão. Após a prisão em flagrante, ele admitiu o ato, argumentando que o disparo foi acidental e que acreditava estar com a arma descarregada.

Atualmente, o réu permanece detido enquanto aguarda o desdobramento judicial no município goiano. As investigações apontam um histórico de conflitos no relacionamento e ameaças recorrentes por parte do acusado.

Posicionamento da defesa

A defesa de Diego Fonseca Borges informou que aguarda o julgamento com tranquilidade. A expectativa é de que o sigilo constitucional das votações seja rigorosamente respeitado pelos jurados.

Os advogados também destacaram que o arquivo audiovisual contém áudio e reforçaram que o cliente prestou socorro imediato, levando a vítima com vida para a unidade de saúde.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio teixeira