A Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) saiu em defesa de um juiz do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) após uma pergunta feita sobre agressão policial durante a audiência de custódia de um homem que manteve a ex-esposa acorrentada em Águas Lindas (GO).

O trecho do vídeo viralizou nas redes sociais no último final de semana, gerando fortes críticas de internautas e da própria vítima, Emiliane Tamara Nunes Carvalho.

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Em nota oficial, a Asmego esclareceu que o questionamento sobre eventuais abusos cometidos por policiais durante a abordagem não é uma escolha pessoal do julgador.

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A entidade lembrou que a prática obedece rigorosamente à Resolução CNJ nº 213/2015, que obriga a autoridade judicial a averiguar possíveis episódios de tortura ou maus-tratos.

O caso envolve Ailton Rodrigues de Souza, preso em flagrante por sequestrar e manter a ex-companheira em cárcere privado por cinco dias no Entorno do Distrito Federal.

Durante a sessão, o suspeito negou agressões físicas, mas relatou ter sofrido ameaças, o que motivou a continuidade dos questionamentos legais pelo magistrado responsável.

Apesar da obrigatoriedade do rito processual, a condução da audiência foi reprovada publicamente pela vítima em suas redes sociais, que expressou indignação com o foco dado à ação policial.

Diante da repercussão negativa e do julgamento virtual, a Asmego reforçou a importância da independência funcional e alertou sobre os riscos de recortes isolados de atos judiciais.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio teixeira