O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, cumpriu agenda no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (26/8) e posicionou a segurança pública no centro de seu discurso ao criticar a utilização de câmeras corporais em agentes policiais. O ex-governador de Goiás visitou a Basílica de Nossa Senhora da Penha usando colete à prova de balas, recomendação feita por sua escolta da Polícia Federal.

Durante a visita à capital fluminense, o postulante defendeu o emprego de tecnologia e inteligência no combate às organizações criminosas. Entre suas propostas para o setor, Caiado destacou a integração entre as diferentes forças de segurança e a criação de estruturas de segurança máxima para isolar lideranças de facções.

Ao rejeitar os equipamentos de monitoramento nas fardas, o candidato argumentou que o país enfrenta um cenário extremo. “Nós estamos em guerra. Me mostra o lugar no mundo que, em guerra, tem câmera no policial. Onde?”, declarou, ressaltando que não pretende adotar no Brasil modelos estrangeiros aplicados a realidades distintas da brasileira.

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Urbanismo e propostas para a saúde

Durante a agenda, Caiado também abordou a infraestrutura das favelas cariocas. O candidato defendeu intervenções urbanas estruturais para aprimorar a prestação de serviços básicos aos moradores, enfatizando que essas ações precisam ser planejadas com a participação das próprias comunidades.

Na área da saúde, o candidato apresentou propostas focadas na modernização da gestão pública. Caiado defendeu a ampliação da telemedicina para agilizar diagnósticos e reduzir filas. Ao comentar sobre a rede pública, declarou: “O SUS é o maior patrimônio que já foi construído no país e é uma referência para o mundo todo”.

Por fim, o ex-governador propôs incentivos para a produção nacional de medicamentos e equipamentos hospitalares, além de medidas para encurtar o tempo entre exames e procedimentos. Apesar do destaque para a área sanitária, o combate ao crime organizado consolida-se como o eixo central de sua campanha ao Planalto.

FONTE/CRÉDITOS: Gabriela Martins