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O Comitê de Supervisão da Meta apontou nesta terça-feira (20) falhas de moderação nas eleições brasileiras, destacando problemas na garantia de integridade eleitoral. O órgão independente que fiscaliza Facebook, Instagram e WhatsApp cobrou mais consistência e transparência da corporação digital norte-americana.
A manifestação também abordou as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Segundo o colegiado, a empresa precisa proteger o discurso político em vez de silenciá-lo durante períodos sensíveis.
O conselho detalhou que os erros ocorrem tanto pelo excesso de rigor, que suprime debates, quanto pela aplicação insuficiente das regras. O caso brasileiro envolveu restrições indevidas a contas de anúncios.
Para o colegiado, o rigor excessivo aplicado contra perfis ligados ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva deveria ter sido encaminhado diretamente a especialistas internos.
Em resposta enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de segunda-feira (19), a Meta negou qualquer favorecimento a candidatos na disputa presidencial.
A companhia declarou que todos os conteúdos são tratados de maneira igualitária e não discriminatória, anexando um documento técnico para comprovar a isonomia.
A manifestação ocorreu após questionamento do ministro Marco Aurélio Bellizze, motivado por uma reclamação da coligação do candidato do PT sobre suposta parcialidade.
Manifestantes também protestaram em São Paulo contra a suposta censura e a falta de neutralidade das gigantes de tecnologia na gestão de comunidades.
Por fim, o conselho cobrou que a empresa desenvolva métricas públicas e transparentes para avaliar a real eficácia de suas políticas de proteção eleitoral.
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