Pela segunda vez em menos de duas semanas, a Diocese de Jundiaí, no interior paulista, registrou uma severa punição interna, resultando em um novo padre excomungado após o sacerdote Rodrigo de Oliveira da Silva aderir à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), uma organização ultraconservadora que rejeita diretrizes da Igreja Católica moderna.

A FSSPX se autodenomina uma congregação sacerdotal voltada à preservação de ritos tradicionais, como as celebrações litúrgicas em latim. O grupo faz severas críticas às modificações promovidas pelo Vaticano nas últimas décadas e recusa o diálogo ecumênico formal com diferentes vertentes religiosas.

A crise envolvendo a Fraternidade São Pio X ganhou novos desdobramentos em julho, motivada pela ordenação episcopal não autorizada pelo papa de quatro religiosos do movimento. O ato contrariou ordens expressas da Santa Sé, gerando uma notificação oficial do Dicastério para a Doutrina da Fé que foi posteriormente repassada aos bispos brasileiros pela Nunciatura Apostólica.

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Afastamento por atuação política

A decisão contra Rodrigo de Oliveira ocorre pouco tempo depois de outra medida disciplinar tomada pela autoridade diocesana. Em 29 de julho, o padre Silvio Andrei Rodrigues acabou suspenso de suas funções sacerdotais públicas em Louveira após anunciar pré-candidatura ao cargo de deputado federal pelo partido Avante.

Segundo a Diocese de Jundiaí, a participação direta do clero na política partidária fere as diretrizes eclesiásticas. Mesmo argumentando nas redes sociais que pretendia atuar como elo entre a fé e a gestão pública sem abandonar suas obrigações religiosas, o sacerdote foi impedido de rezar missas e conduzir cerimônias públicas.

FONTE/CRÉDITOS: Julia Gandra