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O Estado Islâmico (Isis) divulgou nesta terça-feira (7/7) um balanço alegando ser responsável por 2.529 vítimas, entre mortos e feridos, em 587 ataques realizados no primeiro semestre de 2026. Os dados foram propagados em canais de mídia vinculados ao grupo e detalham a ofensiva global da organização terrorista no período.
Segundo o comunicado, as ações violentas se concentraram em países como Nigéria, Síria, Níger, Paquistão, Afeganistão, Moçambique, Somália e Filipinas. O grupo não especificou, entretanto, a contagem exata de óbitos decorrentes dessas operações.
A distribuição territorial dessas ocorrências confirma uma tendência estratégica consolidada na última década. Após sofrer derrotas territoriais significativas no Iraque e na Síria entre 2017 e 2019, a organização redirecionou seu foco operacional para o continente africano.
Atualmente, o grupo busca se estabelecer em regiões marcadas por forte instabilidade política e social. Essa migração visa aproveitar vácuos de poder para expandir sua influência e manter sua capacidade de mobilização armada longe do antigo epicentro no Oriente Médio.
Liderança no cenário do terrorismo global
Apesar da perda de domínio territorial direto, o Isis mantém o posto de grupo terrorista mais letal do planeta. Dados do relatório Global Terrorism Index, do Instituto para Economia e Paz (IEP), reforçam essa periculosidade contínua.
De acordo com o levantamento internacional, a entidade foi responsável por mais de 50% das 5.582 mortes provocadas por atos de terrorismo ao redor do mundo no último ano, superando qualquer outra coalizão extremista em atividade.
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