Espaço para comunicar erros nesta postagem
Em um passo significativo para o enfrentamento da violência de gênero no Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebrou a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP 41/26), que institui o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta, que agora segue para análise do Senado, busca fortalecer as ações de combate ao feminicídio e demais formas de agressão.
Motta enfatizou o compromisso da Câmara com a pauta, lembrando outras iniciativas já aprovadas para coibir a violência contra a mulher. Ele expressou a dor nacional diante dos casos diários de feminicídio, afirmando que “o Brasil chora com a morte de nossas mulheres, infelizmente, todos os dias”.
Em um momento de profunda emoção, o parlamentar solicitou um minuto de silêncio em memória de Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, brutalmente assassinada por estrangulamento em Cataguases (MG). A tragédia foi ainda mais chocante, pois a filha de apenas um ano da vítima foi encontrada amamentando junto ao corpo da mãe, conforme relatos da Polícia Militar.
O presidente da Câmara dos Deputados ressaltou que a homenagem representa a indignação do Parlamento frente a essa agressão que assola diferentes regiões do país. “Esta Casa só irá sossegar enquanto nenhuma mulher mais no Brasil for vítima de violência ou assassinato por seu companheiro ou por quem quer que seja”, declarou.
Ele reforçou que o tema transcende as divisões partidárias, sendo uma agenda de Estado que exige atenção e ação contínuas.
A dimensão da tragédia
A relatora do projeto aprovado, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), corroborou as palavras de Motta, descrevendo o feminicídio como a expressão “da forma mais dolorosa, dramática e trágica” da realidade enfrentada pelas mulheres brasileiras.
Feghali sublinhou a gravidade da situação com a imagem impactante do caso citado. “Encontrar uma mulher assassinada pelo seu ‘em tese’ companheiro e com filha de 1 ano agarrada a seu peito para ser amamentada, talvez não haja imagem mais explícita do significado dessa violência”, pontuou a deputada, destacando a urgência da implementação do novo sistema.
Nossas notícias
no celular

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se