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Na manhã desta segunda-feira (21), a Polícia Civil prendeu em Goiânia a suspeita de cometer crimes de mutilação genital e lesões corporais graves durante procedimentos estéticos. Sete pacientes registraram denúncias formais até o momento, relatando danos severos em diferentes partes do corpo.
Conforme as investigações conduzidas pelo delegado Alex Rodrigues, a profissional realizava intervenções que ultrapassavam os limites legais e técnicos de sua formação. Foram constatados cortes, remoção indevida de tecidos e alterações anatômicas drásticas.
As vítimas relataram complicações em regiões como face, glúteos, mamas e partes íntimas. Entre os danos mais alarmantes estão queimaduras térmicas, infecções, necrose e sangramentos prolongados decorrentes das intervenções.
Complicações relatadas pelas vítimas
- Cortes;
- Queimaduras;
- Sangramentos;
- Infecções;
- Necrose;
- Perda de tecido;
- Cicatrizes e outras complicações.
Além da ordem de prisão, os agentes cumpriram mandados de busca na residência da investigada e em duas salas comerciais usadas para os atendimentos. No local, a polícia apreendeu celulares, medicamentos vencidos e constatou a falta de alvará da vigilância sanitária.
Em um dos depoimentos, uma mulher afirmou que houve remoção excessiva de tecido em sua região íntima, atingindo inclusive a área do clitóris sem o seu consentimento. Outra denúncia descreveu queimaduras severas na região mamária.
A corporação divulgou a imagem da suspeita com o objetivo de identificar possíveis novas vítimas que tenham sofrido sequelas após se submeterem aos tratamentos estéticos com ela.
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