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Um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados apresentará nesta quarta-feira (10) o relatório final sobre o combate à misoginia, definindo o crime como o preconceito, desprezo ou discriminação contra mulheres por serem mulheres. A reunião está agendada para as 16 horas no plenário 6.
O colegiado analisará o Projeto de Lei 896/23, que propõe equiparar a misoginia ao crime de racismo. Caso aprovada, a medida tornará a prática inafiançável e imprescritível.
A proposta legislativa estabelece penas de 2 a 5 anos de reclusão para coibir discursos de ódio e discriminação fundamentados na crença da supremacia masculina.
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), coordenadora do grupo, ressaltou a importância de desmistificar o projeto para evitar interpretações equivocadas. "O objetivo é combater a escalada de ódio que fundamenta crimes mais graves, como o feminicídio", afirmou.
O texto, que já obteve aprovação no Senado, visa preencher uma lacuna no ordenamento jurídico brasileiro.
Adicionalmente, o projeto dobra as penas previstas no Código Penal para crimes como injúria, difamação e calúnia quando cometidos contra mulheres no âmbito da violência doméstica.
Atualmente, as sanções para tais delitos variam de 1 mês a 2 anos de detenção, além de multa.
Se o projeto for aprovado pela Câmara dos Deputados sem modificações, poderá ser encaminhado diretamente para sanção presidencial.
Saiba mais sobre o Projeto de Lei 896/23.
Entenda a tramitação de projetos de lei.
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