O Irã, através de sua agência semioficial Fars, divulgou nesta segunda-feira (13) um vídeo de propaganda em formato de animação que retrata o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sendo alvo de disparos fatais. A publicação, compartilhada nas redes sociais, intensifica o clima de ameaças entre Teerã e Washington.

A animação, desenvolvida com o uso de inteligência artificial, apresenta Trump em um cenário de mercado, onde interage de forma negativa com uma idosa e uma criança. Posteriormente, ele é perseguido por figuras não identificadas, tenta fugir e, após um incidente com uma casca de banana, cai e é alvejado por um agressor.

O vídeo conclui com a mensagem em inglês "The bill comes due" (A conta chegou), seguida por uma tradução em persa com o mesmo sentido, simbolizando uma retaliação.

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Contexto de escalada de tensões

A divulgação deste material ocorre apenas dois dias após Donald Trump ter declarado que os Estados Unidos reagiriam com força a quaisquer tentativas de atentado contra sua vida por parte do Irã. Trump alertou que milhares de mísseis e armamentos estavam preparados para um eventual ataque ao país.

Essas declarações surgiram após manifestantes iranianos terem clamado pela morte de Trump durante o funeral do aiatolá Ali Khamenei.

Adicionalmente, na última quinta-feira (9), o jornal The Wall Street Journal noticiou que Israel compartilhou informações de inteligência com os EUA, indicando um suposto plano iraniano para assassinar o presidente americano.

A relação entre Irã e Estados Unidos é historicamente marcada por hostilidades. O governo iraniano tem prometido retaliação desde janeiro de 2020, quando os EUA autorizaram o ataque que resultou na morte do general Qassem Soleimani, figura proeminente da Guarda Revolucionária do Irã.

Autoridades americanas têm, ao longo dos anos, anunciado investigações e acusações sobre supostos planos iranianos para assassinar Trump, alegações que o Irã consistentemente nega.

A publicação deste vídeo agrava a crise diplomática e militar entre as duas nações, que já vinham trocando acusações após o anúncio de Trump sobre o fim de um acordo firmado entre os governos.

FONTE/CRÉDITOS: Aline Drumond - Estágio DM