Espaço para comunicar erros nesta postagem
Conforme relatos de uma das vítimas, o líder religioso se valia da ausência da esposa, que participava de "encontros de mulheres", para cometer abusos sexuais, incluindo sexo oral e masturbação. O portal apurou que, após as denúncias, o acusado foi transferido da localidade.
O Portal Radar Valparaíso News revelou que uma segunda vítima, um adolescente que tinha 15 anos à época, também sofreu múltiplos abusos perpetrados pelo bispo Cleber em Cidade Ocidental. Os atos teriam ocorrido em diversos locais, como retiros, dentro de um carro (Pálio Weekend com vidros escuros), na residência do acusado e até mesmo na sala do presidente da igreja, quando ficava a sós com o líder. Em suas redes sociais, Cleber, que possui 1878 seguidores no Instagram, se apresenta como "filho, esposo, pai, pastor, líder de jovens e ministro".
Essa vítima compareceu à delegacia de Cidade Ocidental em 19 de fevereiro, um dia após a primeira denúncia, relatando ter sido alvo de abusos entre 2014 e novembro de 2015. Em depoimento, o adolescente afirmou que, em uma das ocasiões, o religioso se aproveitou de um evento da igreja, o “encontro das mulheres”, para cometer os atos, que incluíam sexo oral e masturbação enquanto tocava o jovem.
Durante um encontro de jovens, do qual o acusado era responsável e líder, a vítima descreveu outro episódio de abuso. Em um retiro espiritual, Cleber teria movido a cama do adolescente para perto da sua no alojamento. O jovem relatou que, enquanto os demais dormiam, ele era abusado pelo líder religioso.
“Ele entrou primeiro no quarto, pegou minha cama e a colocou ao lado da que ele iria dormir. Quando todos adormeciam, ele começava a me alisar e praticar sexo oral em mim, depois se masturbava e dormia”, narrou a vítima em seu depoimento.
O adolescente também mencionou que o religioso o presenteava com camisas de time, lanches e inscrições para passeios, numa tentativa de disfarçar as suas intenções. Os abusos teriam se estendido por aproximadamente dez anos, cessando apenas com a divulgação do primeiro escândalo.
A conduta do religioso veio à tona quando ele comentou com o adolescente de 18 anos (o primeiro a denunciar) que havia usado um fio dental para medir o pênis do jovem de 15 anos (a segunda vítima). Percebendo a possibilidade de haver outras vítimas, o adolescente de 18 anos compartilhou a história com amigos, que, por sua vez, revelaram também terem sido abusados pelo bispo.
A vítima relatou ter procurado a delegacia após saber da denúncia feita pelo jovem de 18 anos. Ele explicou que, embora os abusos tivessem sido comunicados aos líderes da igreja anteriormente, as denúncias eram constantemente abafadas. Diante da inação da instituição religiosa, o jovem decidiu buscar a Polícia Civil para formalizar sua própria queixa de abuso.
No começo dos abusos, o adolescente contou à polícia que o líder religioso enviava mensagens e fotos via WhatsApp, apagando o conteúdo após a visualização. O abusador alegava que as conversas eram "assuntos de homem" e deveriam permanecer em segredo, justificando assim a exclusão dos registros.
Nossas notícias
no celular

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se