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Contribuintes que ainda não apresentaram a declaração do Imposto de Renda 2026 têm até o próximo domingo, dia 10, para otimizar as possibilidades de serem incluídos no primeiro grupo de restituição. O pagamento está agendado para 29 de maio, data que coincide com o encerramento do período de envio do documento à Receita Federal.
O princípio fundamental é direto: a ordem de envio determina a ordem de recebimento, desde que não haja pendências. Falhas ou inconsistências na declaração podem resultar na retenção em malha fina, postergando o reembolso até que a situação seja regularizada.
Além da agilidade no envio, certos fatores elevam a prioridade na fila de restituição. Dentre eles, destacam-se a utilização da declaração pré-preenchida e a opção por receber o valor mediante Pix.
Quanto mais critérios o contribuinte atender, maiores serão as chances de receber o reembolso já no primeiro lote.
Cronograma de pagamentos
A Receita Federal ainda não divulgou a data específica para consulta do primeiro lote de restituição. Contudo, tradicionalmente, a lista dos contemplados é liberada cerca de uma semana antes do pagamento. Se não houver contratempos, a consulta deve estar disponível a partir de 22 de maio.
A partir deste ano, a Receita optou por reduzir o número de lotes de restituição, realizando quatro pagamentos em vez dos cinco anteriores.
Confira o cronograma de restituições planejado:
- 1º lote: 29 de maio;
- 2º lote: 30 de junho;
- 3º lote: 31 de julho;
- 4º lote: 28 de agosto.
Quem tem prioridade na fila
A legislação vigente estabelece uma ordem de preferência para o pagamento das restituições, independentemente da data de envio da declaração. A fila segue os seguintes critérios:
- Idosos com idade superior a 80 anos;
- Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou portadoras de doença grave;
- Contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério;
- Aqueles que utilizam a declaração pré-preenchida e optam pelo recebimento via Pix;
- Demais contribuintes.
Prazo final e penalidades
O período para a submissão da declaração do Imposto de Renda 2026 se encerra em 29 de maio, às 23h59min59s.
Contribuintes obrigados a declarar que não cumprirem o prazo estarão sujeitos a uma multa mínima de R$ 165,74, podendo o valor atingir até 20% do imposto devido.
A data limite para aqueles que desejam efetuar o pagamento do imposto por meio de débito automático, seja na primeira parcela ou em cota única, também se estende até 10 de maio.
Embora enviar a declaração antecipadamente traga vantagens, especialistas recomendam cautela e atenção minuciosa ao preenchimento. Informações incorretas elevam o risco de retenção na malha fina, o que pode resultar em atrasos ou até mesmo na suspensão da restituição.
O Fisco aconselha a revisão completa de todos os dados antes do envio, evitando deixar a declaração para os últimos dias, período em que o sistema pode apresentar instabilidade devido ao elevado volume de acessos.
Divergências em alta
Devido a falhas no novo sistema de cruzamento de dados da Receita, o número de declarações retidas em malha fina tem sido superior este ano.
O Fisco deixou de considerar a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) e passou a utilizar as informações fornecidas pelas empresas através do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) e da Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf).
Como muitas empresas e órgãos públicos cometeram erros na prestação de informações ao eSocial e à EFD-Reinf, um número maior de contribuintes está tendo suas declarações retidas neste ano.
Em situações de divergência de informações, o contribuinte deve solicitar a correção dos dados à empresa ou à fonte pagadora.
Balanço parcial
Faltando 25 dias para o término do prazo de entrega, aproximadamente 60% dos contribuintes ainda não regularizaram sua situação com o Leão.
De acordo com o balanço mais recente divulgado pela Receita, até as 17h57 da última segunda-feira (4), 18.979.807 contribuintes haviam enviado o documento. Este número representa 43,1% do total de 44 milhões de declarações esperadas para este ano.
Segundo a Receita Federal, 69,9% das declarações submetidas até o momento terão direito a receber restituição, enquanto 17,1% precisarão pagar Imposto de Renda e 13% não terão imposto a pagar nem a receber.
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