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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, rebateu nesta sexta-feira (18) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após críticas direcionadas à segurança pública no Brasil. Trump havia classificado organizações criminosas locais como terroristas e afirmado que o país falha no combate às facções.

A declaração ocorreu durante um evento oficial no Rio de Janeiro. A cerimônia reuniu a cúpula da segurança pública nas esferas federal, estadual e municipal.

Na ocasião, o chefe do Executivo defendeu a necessidade de retomar territórios dominados por traficantes.

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“Nós precisamos ganhar do crime organizado. Eu não aceito a ideia de que as facções são terroristas, como diz o Trump”, declarou.

Segundo o presidente brasileiro, quando os Estados Unidos mencionam o terrorismo nessa perspectiva, tratam na verdade de disputas geopolíticas e de poder.

Lula citou ainda a tentativa de golpe de Estado no Brasil e o plano de atentados contra autoridades como exemplos reais de terrorismo interno.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado em março deste ano a 27 anos e três meses de prisão pelo STF por envolvimento nesses atos.

Petróleo e recursos estratégicos

O líder brasileiro também criticou o governo norte-americano ao alertar sobre o interesse estrangeiro em riquezas naturais nacionais.

Para ele, o país precisa intensificar a vigilância na margem equatorial e no pré-sal.

“Nós temos que tomar conta porque o Trump está aí atrás de minerais críticos, petróleo e terras raras”, pontuou.

Parcerias e convênios

Durante o evento na capital fluminense, foram apresentados acordos firmados entre os governos federal, estadual e municipal.

As ações focam na proteção de corredores logísticos, reocupação territorial e capacitação da Guarda Municipal.

O governador interino, Ricardo Couto, reforçou que o país possui total capacidade de combater a criminalidade sem intervenções externas.

“O Brasil tem condições, sim, de seguir em frente. Não é o caso de sermos tutelados”, afirmou o magistrado.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil