Na semana dedicada às mães, o território brasileiro celebrou a marca de 1 milhão de mulheres grávidas protegidas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), o maior responsável pela bronquiolite infantil.

Essa enfermidade respiratória atinge crianças com menos de 2 anos, provocando a inflamação dos bronquíolos, que são os canais de ar de menor calibre nos pulmões.

Entre as manifestações mais comuns da patologia, destacam-se:

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  • coriza,
  • tosse,
  • febre,
  • espirros,
  • chiado no tórax e
  • respiração acelerada ou ofegante.

Em situações de maior gravidade, os bebês podem manifestar recusa alimentar, apneia, episódios de vômito e cianose, caracterizada por tons arroxeados nos dedos ou lábios.

A imunização contra o VSR passou a integrar o Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025. De acordo com o Ministério da Saúde, a medida é um marco para a saúde pública, visto que o imunizante chega a custar R$ 1,5 mil em clínicas particulares.

O medicamento induz a criação de anticorpos na gestante, que são transmitidos ao feto ainda no útero. Tal proteção é vital nos primeiros meses de vida, período de maior fragilidade para complicações pulmonares.

Pesquisas clínicas apontaram que a vacina possui 81,8% de eficácia na prevenção de quadros respiratórios agudos nos primeiros 90 dias após o parto.

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“O Brasil retomou seu protagonismo na vacinação. Registramos o melhor índice de cobertura infantil em quase uma década, superando o negacionismo que tentou descredibilizar a ciência e o Programa Nacional de Imunizações", declarou Alexandre Padilha, ministro da Saúde.

"Em pouco mais de três anos, reestruturamos o Programa Nacional de Imunizações (PNI), adicionamos novos imunizantes e elevamos a segurança sanitária da população. Continuaremos investindo no SUS para democratizar o acesso à saúde”, afirmou o gestor durante cerimônia em Lauro de Freitas (BA).

Com a adesão das grávidas à campanha, já é possível notar uma redução nas hospitalizações de menores de 2 anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ligada ao VSR.

Dados ministeriais indicam que, até abril de 2026, houve um recuo de 52% nas internações em relação a 2023, caindo de 6,8 mil para 3,2 mil registros. As mortes também diminuíram 63%, baixando de 72 para 27 casos.

Nova maternidade pública em Lauro de Freitas

Durante sua passagem pelo município baiano nesta manhã (7), o ministro autorizou o início das obras da primeira maternidade municipal da região.

A assinatura viabiliza o repasse de R$ 103 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saúde para a construção e compra de equipamentos. Com 100 leitos previstos, a unidade atenderá anualmente mais de 3 mil pacientes de Lauro de Freitas e da área metropolitana de Salvador.

A estrutura terá funcionamento ininterrupto, oferecendo cuidados de média e alta complexidade, incluindo pronto-atendimento ginecológico e obstétrico, além de serviços ambulatoriais e internações.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil