Nesta segunda-feira (13/7), Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou críticas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. Marinho argumenta que tal deliberação é uma "arbitrariedade" que impacta diretamente a campanha do parlamentar.

Para o senador, a determinação de Alexandre de Moraes impede a comunicação essencial entre o ex-presidente e seu filho, o que considera um entrave significativo para a condução da campanha eleitoral. Ele reforça que a decisão pode prejudicar o planejamento e as articulações políticas do filho mais velho do ex-presidente.

"É evidente que essa decisão atrapalha", declarou Marinho. Ele enfatizou que a medida impede que o que ele considera o "maior líder da direita" se comunique com seu pré-candidato, que é também seu filho, destacando a importância do vínculo familiar.

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O coordenador da pré-campanha avalia que a deliberação de Moraes configura uma "mudança de critério" no Judiciário. Essa alteração ocorre em um período crucial de articulação política e eleitoral, o que levanta questionamentos sobre sua pertinência.

A suspensão das visitas foi imposta pelo ministro após concluir que Flávio Bolsonaro desrespeitou uma determinação judicial anterior. Esta decisão proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.

Na visão de Alexandre de Moraes, a leitura de uma carta redigida pelo ex-presidente durante uma transmissão em redes sociais representou um desvio das prerrogativas do direito de visita. Tal ato teria violado as condições impostas.

Ao abordar a decisão, Marinho recordou que o próprio ministro Alexandre de Moraes havia autorizado Jair Bolsonaro a conceder uma entrevista em dezembro do ano anterior. Ele questionou, então, por que a leitura de uma carta deveria receber um tratamento distinto.

"Qual seria o grau de importância ou de dano que uma simples carta possui em comparação a uma entrevista concedida a um veículo de imprensa com presença online?", indagou Marinho. Ele argumentou que não houve alteração nas circunstâncias desde a autorização da entrevista, com a cautelar e a sentença permanecendo as mesmas, e a pena já em cumprimento.

O senador também expressou críticas ao que descreveu como uma condição de "incomunicabilidade" imposta ao ex-presidente. Ele sublinhou que tal restrição seria incompatível com os preceitos da Constituição Federal.

"Até mesmo criminosos empedernidos têm o direito de se comunicar, conversar com pessoas e conceder entrevistas. Este não é o caso do presidente Bolsonaro", pontuou Marinho, reforçando sua discordância com a medida.

FONTE/CRÉDITOS: Kevin Lima