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Nesta sexta-feira (15), o Ministério da Fazenda emitiu um aviso sobre a existência de uma página online fraudulenta que utiliza o nome do Novo Desenrola Brasil para enganar cidadãos que buscam renegociar seus débitos.
De acordo com a instituição, o portal enganoso simula as plataformas governamentais legítimas e oferece a promessa de “limpar o nome” dos indivíduos em um prazo de até cinco dias.
Conforme divulgado pelo ministério, os estelionatários pedem o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para averiguar uma suposta aptidão ao programa e empregam um sistema de chat para obter dados pessoais e financeiros dos usuários, abarcando informações sobre dívidas de cartão de crédito e outras obrigações.
Posteriormente, os fraudadores vinculam a renegociação dos passivos ao pagamento prévio de valores, exigindo transferências por Pix sob pretextos como “taxa administrativa” ou “processamento eletrônico”.
O Ministério da Fazenda enfatizou que o programa Novo Desenrola Brasil é totalmente gratuito para adesão e aconselhou os cidadãos a entrarem em contato diretamente com os bancos e instituições financeiras onde possuem débitos para discutir as condições de quitação.
A iniciativa governamental legítima proporciona a diminuição de juros, a concessão de descontos e a renegociação de dívidas em atraso.
Para mais informações, entenda como o programa opera.
Orientações de segurança
O ministério aconselha cautela com ofertas de liquidação acelerada de débitos e ressalta a importância de práticas essenciais de segurança online, como a verificação da autenticidade do endereço eletrônico para assegurar que pertence a um canal governamental oficial, além de desconfiar de solicitações de pagamentos antecipados.
Adicionalmente, a pasta instrui os cidadãos a não divulgarem informações pessoais em sites não reconhecidos e a confirmarem todos os dados diretamente com as respectivas instituições financeiras ou por meio de canais oficiais.
Entenda o funcionamento
A versão 2.0 do programa Desenrola possibilita que os consumidores renegociem seus débitos vencidos junto aos bancos em condições mais benéficas.
São elegíveis ao programa dívidas:
- Contraídas até 31 de janeiro de 2026;
- Com atraso entre 90 dias e dois anos;
- Relacionadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
A iniciativa governamental visa que as instituições bancárias ofereçam um novo financiamento para liquidar a dívida anterior, com a aplicação de descontos e taxas de juros reduzidas.
Condições de renegociação
As possibilidades de renegociação abrangem:
- Descontos que variam de 30% a 90%;
- Juros limitados a 1,99% ao mês;
- Período de pagamento estendido por até 48 meses;
- Vencimento da primeira parcela em até 35 dias;
- Teto de R$ 15 mil para renegociação por indivíduo em cada banco;
- A porcentagem de desconto é determinada pelo tipo de dívida e pelo período de atraso.
Utilização do FGTS
O programa também oferece a possibilidade de trabalhadores empregarem uma porção do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação de débitos.
Será permitido o uso de até 20% do montante disponível no FGTS ou o valor de R$ 1 mil, aplicando-se sempre a quantia que for maior.
Esta iniciativa visa diminuir o nível de endividamento familiar e impedir que os consumidores busquem alternativas de crédito com custos mais elevados.
As quatro modalidades
O Novo Desenrola Brasil está estruturado em quatro distintas modalidades:
- Desenrola Famílias;
- Desenrola Fies;
- Desenrola Empresas;
- Desenrola Rural.
O governo planeja uma ampla campanha nacional, com duração de 90 dias, para incentivar as renegociações e, consequentemente, diminuir os índices de inadimplência em todo o território nacional.
Condições para o Fies
No que diz respeito ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), as condições oferecidas são diferenciadas de acordo com o perfil do estudante e o período de atraso do débito.
Para dívidas que estão vencidas há mais de 360 dias:
- Alunos não registrados no CadÚnico podem usufruir de um desconto de até 77%;
- Estudantes cadastrados no CadÚnico têm a possibilidade de conseguir uma redução de até 99% do valor devido.
Em certas situações, será viável o parcelamento do montante em até 150 prestações.
A projeção governamental é de que a renegociação beneficie mais de um milhão de universitários.
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