A 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) desvendou os pormenores do brutal assassinato do capoeirista Agnel Tavares Feliciano, de 58 anos, amplamente conhecido como Mestre Neném. O crime, que chocou a comunidade, ocorreu em 12 de janeiro de 2026, na região da Cidade Estrutural, no Distrito Federal.

As autoridades policiais suspeitam que o homicídio esteja intrinsecamente ligado a uma intrincada teia de débitos, conexões interpessoais e um possível planejamento prévio. Em uma operação deflagrada no último sábado (9/5), agentes cumpriram mandados de busca e prisão contra o suposto responsável pelo crime. A detenção ocorreu em uma chácara na zona rural de Brazlândia, durante as celebrações do Dia das Mães.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou Cristiano Gomes da Silva como o principal suspeito. Ele é um ex-líder religioso e possui histórico criminal, com condenação prévia por crimes de violação sexual.

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O delegado Marco Farah, responsável pela condução da operação, esclareceu que o suspeito mudava de residência com frequência, visando dificultar sua localização. “Aguardamos o momento preciso para executar o mandado de prisão, em uma ação cirúrgica da PCDF, quando ele estava em uma comemoração e não teria como fugir”, afirmou Farah.

A principal motivação para o crime, conforme as investigações, seria uma dívida vultosa. Cristiano devia cerca de R$ 400 mil à vítima há cinco anos, montante proveniente de operações de agiotagem e envolvimento com o jogo do bicho.

As apurações apontam para um acordo de quitação parcial do débito entre a vítima e o suspeito. Cristiano havia se comprometido a pagar R$ 200 mil em dinheiro, a ser entregue pessoalmente, em um encontro marcado para a manhã de 12 de janeiro – mesma data do homicídio. O pagamento já se encontrava em atraso por aproximadamente uma semana.

Coincidência fatal

De forma alarmante, foi exatamente nesse dia que o corpo de Mestre Neném foi descoberto carbonizado no interior de seu próprio veículo, um Jeep Renegade blindado, que estava abandonado em uma localidade rural isolada.

Horas antes de sua morte, Agnel havia partido de sua residência por volta das 6h, dirigindo-se a Brazlândia para efetuar cobranças relacionadas ao jogo do bicho. A linha de investigação mais forte sugere que, após cumprir essas tarefas, ele teria se dirigido ao encontro do devedor.

O local do crime delineou um quadro de extrema brutalidade. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 12h17, demandando aproximadamente 30 minutos para debelar as chamas. Ao chegarem, constataram que o corpo da vítima já estava no banco traseiro, totalmente carbonizado.

FONTE/CRÉDITOS: Diário Goianiense