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A deflagração da Operação Sonar pela Polícia Federal (PF) revelou a apreensão de R$ 1,2 milhão em espécie distribuídos em duas malas. O inquérito aponta Jardel Rodrigues da Silva, então presidente da Companhia Docas do Pará (CDP), como o líder e principal beneficiário de uma rede de desvios de recursos, cobrança de propina e direcionamento de contratos.

Documentos obtidos na investigação mostram que o grupo criminoso se estabeleceu na cúpula da estatal federal a partir de julho de 2023. A apuração indica que o dirigente centralizava autorizações de pagamento e exigia valores em espécie para liberar faturas de fornecedores.

Esquema de retenção de faturas

A auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que os pagamentos, antes ágeis, passaram a acumular atrasos médios de 57 dias após a mudança na gestão. Essa retenção funcionava como pressão para extorquir empresários.

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Segundo os investigadores, representantes cobravam de 20% a 30% do valor pendente em dinheiro vivo. Os repasses ilícitos eram controlados por meio de planilhas e contavam com o uso de empresas em nome de laranjas para ocultar o patrimônio.

Apreensões e afastamentos

A ofensiva policial cumpriu mandados de busca e apreensão e resultou na prisão em flagrante de um investigado com o montante milionário. A Justiça determinou o afastamento de 12 servidores e o bloqueio de R$ 17 milhões em bens.

FONTE/CRÉDITOS: Giovanna Sfalsin and Mirelle Pinheiro