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Neste domingo (19), em celebração ao Dia dos Povos Indígenas, diversas entidades representativas se pronunciaram, reivindicando a demarcação de suas terras. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) enfatizou que a demarcação não é apenas uma reparação histórica, mas um elemento fundamental para a existência e o bem-estar dos povos originários.
Em suas plataformas digitais, a Apib declarou: “Continuamos a resistir, pois nossos territórios permanecem sob ataque e nossos corpos seguem sendo alvos. É imperativo que nossas terras sejam demarcadas e protegidas. Sem essa garantia, não há vida, cultura nem futuro. O território é o alicerce de nossa existência, onde cultivamos, praticamos nossa espiritualidade, honramos nossos ancestrais e criamos nossos descendentes.”
A entidade também fez questão de salientar a violência sistemática enfrentada pelos povos indígenas e a exploração ilegal de suas áreas.
“É urgente que cesse a violência contra nossos corpos e territórios. Atividades como garimpo ilegal, exploração madeireira predatória, invasões, assédio e feminicídio não representam nossa tradição. A violência não faz parte de nossa cultura. A demarcação de terras é um ato de reparação e um pilar essencial para a soberania e a democracia”, complementou a organização.
A Apib é a força motriz por trás do Acampamento Terra Livre, realizado em Brasília, reconhecido como o mais significativo encontro de mobilização indígena do Brasil. O evento, que aconteceu no início de abril, congregou representantes de uma vasta maioria dos 391 povos originários do país, além de delegações de outras nações, com o propósito de discutir a proteção territorial e denunciar as transgressões aos direitos dos indígenas.
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) igualmente clamou pela salvaguarda e demarcação dos territórios indígenas. A Coiab sublinhou que a devastação dessas regiões tem um impacto direto e profundo no equilíbrio ecológico da Amazônia Brasileira, manifestando-se em fenômenos como secas severas, incêndios florestais e degradação ambiental generalizada.
Em suas redes sociais, a entidade afirmou: “Os territórios indígenas sofrem ataques incessantes, impulsionados pelo garimpo clandestino, desmatamento, grilagem de terras e megaprojetos que invadem a Amazônia, adentrando áreas que deveriam estar sob proteção. Isso não constitui um conflito isolado, mas sim um esquema contínuo de exploração de nossas terras ancestrais.”
A Anistia Internacional, por sua vez, também se manifestou no Dia dos Povos Indígenas, exigindo celeridade na restituição e demarcação de terras. “Somente poderemos verdadeiramente celebrar quando os direitos de todos os povos originários, tanto no Brasil quanto globalmente, forem integralmente assegurados”, declarou a organização.
“Demarcar terras, proteger comunidades e respeitar os modos de vida que preservam culturas, conhecimentos e tecnologias ancestrais transcende a mera reparação histórica. Trata-se de salvaguardar o futuro. A violação desses direitos acarreta não só a perda do passado, mas também a aniquilação das possibilidades para o amanhã”, enfatizou a Anistia.
A Anistia Internacional destacou que, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), os povos indígenas são responsáveis pela proteção de aproximadamente 80% da biodiversidade mundial. “A solução para a crise atual já existe e provém daqueles que sempre habitaram estas terras. Defender os direitos dos povos indígenas é, intrinsecamente, defender os direitos humanos”, concluiu.
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também defendeu a valorização e o reconhecimento dessas comunidades. “Os povos indígenas marcam presença em múltiplas esferas, inclusive na própria Funai, tanto na formulação e execução de políticas indigenistas quanto na administração da Fundação”, afirmou a instituição.
“Sob esta gestão indígena, temos progredido na demarcação e na proteção dos territórios, bem como no fortalecimento dos direitos e na autonomia na administração das terras indígenas”, adicionou a Funai em suas publicações online.
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