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A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo solicitou a investigação sobre a morte de Thawanna Salmázio, ocorrida em 3 de abril, após ser atingida por um disparo efetuado pela policial militar Yasmin Ferreira na zona leste da capital paulista. Adicionalmente, a ouvidoria pediu que seja apurada a alegada omissão de socorro por parte dos policiais que estavam no local.
“Nós aqui da Ouvidoria, para além de pedir toda a apuração com relação ao disparo e à morte ocorrida, estamos encaminhando ofício para a Corregedoria da Polícia Militar para que ela abra um procedimento disciplinar para apurar se houve omissão de socorro por parte daqueles policiais que de alguma maneira estiveram na cena”, declarou o ouvidor da polícia Mauro Caseri em entrevista à TV Brasil.
De acordo com o companheiro da vítima, Luciano Gonçalves Santos, ele e Thawanna caminhavam quando uma viatura policial colidiu com seu braço através do retrovisor. Uma discussão se seguiu, e os policiais alegaram a necessidade de usar força para conter o casal. Thawanna foi então alvejada.
“A policial [responsável pelo disparo] alega que teria sido agredida pela vítima. Contudo, o que ocorreu foi uma troca de palavras mais ríspida entre elas, a policial se afastou um pouco e efetuou o tiro. É isso que as testemunhas relatam”, explicou Caseri.
“O companheiro dela tentou prestar socorro, mas foi impedido pelos policiais. Outro erro [além do disparo], pois um familiar tem o direito de socorrer. Eles não deveriam ter de forma alguma proibido essa pessoa de ser auxiliada pelo seu companheiro”, acrescentou.
A vítima recebeu atendimento do Samu, porém a chegada do socorro ao local demorou mais de 30 minutos. Posteriormente, Thawanna foi encaminhada ao hospital em aproximadamente 3 minutos.
“Se o tempo para ela ser socorrida fosse 10, 15, 20 minutos, talvez ela tivesse sobrevivido. Algo que tiraram dela, além de disparar um tiro letal, ainda negaram aos seus familiares a possibilidade de prestar socorro”, lamentou Caseri.
Em comunicado oficial, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que todas as circunstâncias do ocorrido estão sendo investigadas “com prioridade” pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e através de Inquérito Policial Militar (IPM), com supervisão das corregedorias das instituições envolvidas.
“Os dois policiais envolvidos foram suspensos de suas funções operacionais. As gravações das câmeras corporais foram anexadas aos inquéritos e estão sendo analisadas pela autoridade policial, compondo o conjunto probatório do caso. É importante ressaltar que todas as evidências, incluindo laudos periciais e depoimentos, estão sendo examinadas com rigor. O Corpo de Bombeiros também está apurando o tempo de resposta no atendimento à vítima”, divulgou a pasta.
Na semana anterior, o Ministério Público de São Paulo anunciou que irá investigar as circunstâncias da morte de Thawanna.
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