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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), deflagrou na manhã desta sexta-feira (19) a Operação Know-How. O objetivo foi desmantelar um sofisticado esquema de golpes eletrônicos que utilizava anúncios falsos de instalação de forro de PVC para lesar consumidores. A ação resultou na prisão preventiva de um suspeito e no cumprimento de três mandados de busca e apreensão na cidade de Barra, na Bahia, após investigações que revelaram prejuízos a dezenas de vítimas em diversos estados.
De acordo com as apurações, os criminosos anunciavam serviços de instalação de forro de PVC em plataformas digitais, com destaque para o Facebook Marketplace. Após estabelecerem contato e negociar os termos por aplicativos de mensagens, eles exigiam pagamentos antecipados, realizados principalmente via Pix. Contudo, uma vez que os valores eram recebidos, os golpistas interrompiam qualquer comunicação e não executavam os serviços contratados.
A investigação teve início após a denúncia de um morador do Distrito Federal. Com o avanço das diligências, os policiais identificaram um padrão criminoso, vinculando ao menos 20 ocorrências de fraude ao grupo. A atuação dos golpistas se estendia por diferentes unidades da federação, evidenciando a amplitude e a continuidade do esquema.
Táticas de atração e o rastro financeiro
Para conferir maior credibilidade às negociações e atrair um número maior de vítimas, os investigados utilizavam conhecimento técnico na área de instalação de forros. Eles também publicavam anúncios com uma aparência profissional, o que contribuía para enganar os consumidores e facilitar a aplicação dos golpes.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos celulares, documentos, comprovantes bancários e outros materiais relevantes para o aprofundamento das apurações. A polícia também rastreou diversas contas bancárias e chaves Pix utilizadas para receber os pagamentos, com fortes indícios de que contas de terceiros eram empregadas para dificultar o rastreamento do dinheiro e a identificação dos verdadeiros beneficiários.
A Justiça autorizou as medidas cautelares, incluindo a prisão preventiva e as buscas, diante dos robustos indícios de autoria e da imperativa necessidade de interromper a continuidade das atividades criminosas que causavam prejuízos significativos aos consumidores.
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