O ex-juiz e candidato Sergio Moro reabriu o embate contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após ser criticado durante a sabatina ao Jornal Nacional. Em publicação nas redes sociais, Moro rebateu as acusações e classificou o petista como "transtornado, rancoroso e mentiroso", em resposta às declarações sobre a Operação Lava Jato na TV Globo.

A reação ocorreu após o chefe do Executivo declarar na entrevista que a imprensa brasileira teria criado "um monstro chamado Moro" e "chamado Dallagnol". Na ocasião, o presidente afirmou ter ido para a prisão unicamente para provar a falsidade das acusações formuladas pelos antigos investigadores do caso.

Em posicionamento divulgado no X (antigo Twitter), o antigo magistrado alegou que a postura do adversário político insultou a população. Segundo ele, a fala representou um "tapa na cara dos brasileiros e brasileiras que trabalham e são honestos", acusando o rival de atacar o combate à corrupção para evitar respostas diretas.

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O ex-procurador Deltan Dallagnol também se manifestou sobre o episódio. Ele declarou que não pedirá desculpas por suas ações na força-tarefa e rebateu as falas do petista, afirmando que a verdadeira monstruosidade reside em quem cometeu desvios de recursos públicos e tenta reescrever a história.

Histórico judicial da condenação e anulação

As divergências públicas entre os envolvidos remontam ao processo do triplex no Guarujá. Em 2017, a condenação de Lula por corrupção foi proferida na Primeira Instância e posteriormente mantida em segunda instância, culminando na prisão do ex-presidente em abril de 2018.

A reviravolta jurídica ocorreu em abril de 2021, quando o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações. Os ministros reconheceram a incompetência da Justiça Federal de Curitiba para julgar as ações, restaurando os direitos políticos do petista.

Posteriormente, a Suprema Corte declarou a suspeição das decisões tomadas pelo magistrado. Entre as irregularidades apontadas pela defesa estiveram a condução coercitiva sem intimação prévia e o vazamento de áudios interceptados envolvendo autoridades com foro privilegiado.

FONTE/CRÉDITOS: Giovana Alves