O número de companhias brasileiras que recorreram à recuperação judicial atingiu a marca histórica de 6.341 no primeiro semestre de 2026. O resultado representa uma elevação de 6,2% frente ao encerramento de 2025, conforme dados do Monitor RGF-BizDoc, impulsionado pelas crescentes dificuldades financeiras no mercado nacional.

Impacto nos setores e fatores econômicos

O pico de solicitações ocorreu no mês de maio, quando o total alcançou 6.513 organizações. O avanço tem atingido com mais intensidade os pequenos negócios, fazendo o volume de microempresas em crise mais do que dobrar desde 2023. O agronegócio também contabiliza forte pressão, superando 1,2 mil empresas nessa situação.

Segundo o levantamento, a manutenção dos juros elevados e a alta da taxa Selic tornaram o custo do crédito significativamente mais pesado. Além disso, a restrição para a captação de novos recursos e a complexidade na renegociação de dívidas figuram entre os principais motivos apontados para a escalada dos pedidos.

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Grandes marcas afetadas

A lista de companhias impactadas abrange marcas consolidadas como Casas Bahia, Tok&Stok e Marabraz. Da mesma forma, o grupo controlador das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill teve seu pedido aceito pela Justiça. Já a Braskem recorreu à recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em obrigações financeiras.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Online