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Candidato a deputado estadual e ex-prefeito de Catalão, Adib Elias (MDB) denunciou a ocorrência de assédio eleitoral contra trabalhadores comissionados no município. Segundo o político, servidores enfrentam pressões para integrar atos de campanha, portar bandeiras e buscar votos sob ameaça de perda do cargo, gerando cerca de 10 exonerações desde o início do pleito.
Os decretos de desligamento constam no portal oficial da prefeitura. Adib aponta que as dispensas ocorreram após a negativa dos funcionários em participar de agendas político-partidárias, atingindo inclusive colaboradores com longa trajetória e histórico de dedicação ao serviço público municipal.
“Lamentavelmente, o que está acontecendo em Catalão ultrapassa qualquer limite eleitoral”, declarou Adib Elias ao criticar a desumanização das disputas locais e a perda da empatia básica entre os cidadãos durante o período de campanha.
O foco das críticas recae sobre o impacto em servidores de menor renda. Utilizar a vulnerabilidade econômica como ferramenta de coerção eleitoral foi classificado pelo ex-prefeito como uma conduta gravíssima e cruel contra pais de família.
“Não existe salário pequeno quando é aquele salário que sustenta uma família”, pontuou Adib, destacando que a dependência financeira não pode ser usada por detentores de poder para impor vontades políticas ou demonstrar falsa força.
A defesa do ex-prefeito centra-se na valorização exclusiva da competência profissional. Para ele, o tempo de dedicação ao município não pode ser invalidado pela livre escolha política ou divergência partidária de cada trabalhador.
“Competência não tem candidato. Emprego se paga com trabalho, não com voto”, reforçou o candidato, repudiando a transformação de divergências democráticas em perseguições diretas contra funcionários comuns.
Legislação e penalidades
A legislação brasileira possui diretrizes rígidas contra o uso da máquina pública e de ameaças de desemprego na influência do voto. O Código Eleitoral tipifica como crime a atuação de autoridades que coagirem eleitores, com penas que variam de multa a reclusão.
Embora a lei permita a exoneração de comissionados, indícios de coerção política podem motivar investigações da Justiça Eleitoral por abuso de poder, podendo resultar em cassação de registros e inelegibilidade dos envolvidos.
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