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As devastadoras enchentes no Himalaia deixaram ao menos 362 mortos e mais de 1.300 pessoas desaparecidas na região de fronteira entre o Nepal e o Tibete nesta quinta-feira (27). O desastre ambiental ocorreu após o colapso de uma geleira ter gerado uma gigantesca enxurrada de água e lama no dia anterior.
A avalanche de detritos causou destruição maciça e cobriu vilarejos inteiros sob destroços. Em resposta à tragédia, as autoridades do Nepal mobilizaram helicópteros para buscar sobreviventes e transportar mantimentos de emergência para milhares de moradores que ficaram isolados em vales de difícil acesso.
Inicialmente, suspeitou-se que um abalo sísmico pudesse ter provocado a tragédia. No entanto, o Serviço Geológico dos Estados Unidos esclareceu que os tremores registrados foram causados pelo próprio impacto do desabamento massivo de gelo e rochas na montanha.
Regiões mais atingidas pelas inundações
No território nepalês, as enxurradas destruíram os vales dos rios Trishuli e Bhote Koshi. Do lado chinês, no Tibete, um forte deslizamento de terra no porto de Gyirong destruiu veículos e provocou colapso na infraestrutura local.
Militares nepaleses e cães farejadores trabalham em condições extremas para encontrar vítimas presas na lama cinzenta. Mais de 5 mil agentes de segurança pública participam ativamente dos resgates, enquanto tendas foram erguidas para identificação de corpos.
Turistas e peregrinos desaparecidos
Entre os mais de 800 desaparecidos informados pelo Nepal estão centenas de peregrinos hindus a caminho do Monte Kailash. Turistas de países como Índia, Estados Unidos, Austrália e Reino Unido também estão entre os não localizados pelas equipes.
A China contabilizou três mortes e 558 desaparecidos na sua faixa fronteiriça. Em resposta ao desastre, o primeiro-ministro chinês Li Qiang visitou a região afetada, enquanto o governo norte-americano anunciou o envio de US$ 500 mil em assistência emergencial.
Especialistas alertam para o risco iminente de novas inundações devido ao bloqueio parcial de afluentes do rio Bhote Koshi. Paralelamente, o líder espiritual Dalai Lama ofereceu orações e pediu apoio humanitário ágil para salvar vidas.
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