A tragédia no Himalaia provocada por enchentes repentinas e deslizamentos de terra na fronteira entre o Nepal e a China já afetou mais de 90 mil pessoas e causou a morte de 550 vítimas, segundo dados divulgados pela Cruz Vermelha nesta sexta-feira (28).

O desastre ambiental provocou ampla destruição na área fronteiriça desde o início da semana. Com o avanço do trabalho de resgate em comunidades antes isoladas, as autoridades locais temem que o balanço oficial de mortos continue subindo.

Atualmente, cerca de 1.500 pessoas permanecem desaparecidas. As operações de socorro encontram severos obstáculos operacionais, causados pelo bloqueio das vias de acesso e pela constante ameaça de novos desmoronamentos de terra.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Operações de resgate e riscos de novas inundações

Entre quinta (27) e sexta-feira (28), o rompimento das margens de um lago provocou o transbordamento de águas, o que forçou a paralisação temporária das buscas por sobreviventes.

David Fisher, chefe da delegação da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho no Nepal, expressou grande apreensão com a possibilidade de uma inundação secundária atingir áreas já devastadas.

Embora órgãos governamentais do Nepal e da China indiquem que o perigo imediato diminuiu após o escoamento gradual do volume de água, o monitoramento no terreno instável permanece contínuo.

Comunidades isoladas e o impacto nos sobreviventes

A destruição das rotas terrestres impede que os suprimentos básicos e o atendimento médico cheguem com rapidez aos locais mais atingidos. Equipes de emergência trabalham para desobstruir estradas enquanto lidam com a escassez de recursos.

Diante da gravidade da situação, Fisher revelou que a demanda por sacos para cadáveres aumentou significativamente nas últimas horas, refletindo a dimensão da crise humanitária enfrentada na região montanhosa.

Enquanto as buscas prosseguem, sobreviventes locais tentam lidar com o impacto emocional dos estragos. Voluntários atuam na remoção preventiva de moradores localizados em áreas de risco iminente.

FONTE/CRÉDITOS: Heloysa Camilo - Estágio DM