A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu um comunicado nesta terça-feira (12) alertando a população sobre a crescente ocorrência do golpe do falso emprego. De acordo com a organização, indivíduos mal-intencionados abordam pessoas em busca de trabalho com promessas de oportunidades "imperdíveis", utilizando essas ofertas enganosas como pretexto para obter dados de candidatos.

A Febraban informa que os golpistas frequentemente se apresentam como recrutadores ou representantes de agências de emprego fictícias, entrando em contato por meio de plataformas como WhatsApp, e-mail ou redes sociais.

"Dessa forma, eles conseguem obter fotografias das vítimas, cópias de documentos, informações bancárias e assinaturas digitais", ressalta o comunicado.

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Além da coleta de informações pessoais, os criminosos podem solicitar dinheiro para cobrir supostas taxas de inscrição, custos de exames médicos inexistentes ou materiais de treinamento para vagas que não são reais.

Os perigos associados a essa fraude vão além da perda financeira imediata com despesas fictícias. As vítimas correm o risco de ter sua imagem utilizada em validações biométricas e, com a posse de documentos e dados bancários, os criminosos podem solicitar empréstimos em nome das pessoas enganadas.

O golpe do falso emprego configura crimes como estelionato, furto mediante fraude e apropriação indébita, todos previstos no Código Penal brasileiro.

Em seu comunicado, a Febraban detalha cinco recomendações cruciais para evitar cair nessa armadilha:

  • Desconfie de processos seletivos que parecem excessivamente simples ou que oferecem remunerações significativamente superiores à média do mercado para as funções anunciadas.
  • Antes de clicar em links recebidos por mensagem, confirme a veracidade da vaga diretamente no site oficial ou nas redes sociais da empresa em questão.
  • Verifique a autenticidade do recrutador e sua real conexão com a empresa. Ao receber comunicações por e-mail, certifique-se de que o endereço é corporativo.
  • Evite enviar fotografias de documentos, dados bancários ou assinaturas digitais sem antes ter absoluta certeza da legitimidade da empresa.
  • Jamais realize qualquer tipo de pagamento, seja para taxas de inscrição, exames ou cursos exigidos antes da contratação.
FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil