Um homem que interveio em uma briga para defender uma mulher no Terminal Paulo Garcia, em Goiânia, nesta sexta-feira (12/6), acabou detido de forma inesperada pela Polícia Militar. Embora inicialmente visto como um 'herói' por sua atitude, ele foi preso após ser identificado como foragido da Justiça, com um mandado de prisão em aberto expedido em Minas Gerais por estelionato.

A confusão teve início no Terminal Paulo Garcia, onde um passageiro agredia verbal e fisicamente uma mulher desconhecida. O homem, cuja identidade não foi revelada, decidiu intervir na situação, que rapidamente escalou para uma troca de agressões entre os dois homens.

De acordo com relatos da Polícia Militar, o incidente ocorreu por volta das 17h. A discussão inicial entre o agressor e a mulher transformou-se em violência física, momento em que o indivíduo, que mais tarde seria identificado como foragido, se interpôs para defender a passageira.

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Em depoimento à PM, o homem descreveu a cena: “O agressor estava batendo na senhorinha e ela não conseguia se defender. Vi de longe a situação, o pessoal fazendo roda e, então, tomei a frente. Ele veio, me agrediu, mas consegui prendê-lo na grade. Quando o prendi, ele veio com o canivete para acertar a minha garganta, mas esquivei e ele acertou só os meus lábios.”

Durante o confronto, o agressor utilizou um canivete, ferindo o defensor da mulher na boca. A Polícia Militar foi prontamente acionada, resultando na prisão do agressor. O homem ferido recebeu socorro do Corpo de Bombeiros e foi levado ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) para atendimento.

A inesperada prisão do 'herói'

Foi no Hugol que a equipe da PM fez uma descoberta crucial: o homem que heroicamente interveio na briga possuía um histórico criminal. Havia um mandado de prisão em aberto contra ele, expedido pela Justiça de Minas Gerais em abril de 2025, pelo crime de estelionato. Diante dessa revelação, ele também foi detido. Não foram divulgadas informações adicionais sobre a mulher envolvida na agressão inicial.

FONTE/CRÉDITOS: Radar Valparaíso