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Jovens do Distrito Federal uniram forças para mostrar que a transformação social exige que a voz de quem vive nas periferias seja ouvida. A geógrafa em formação Sara Lisboa, de 21 anos, defende que a presença da juventude periférica na política altera diretamente a qualidade dos serviços públicos.
“Quando a política pública é realizada por gabinetes distantes da realidade, feita por pessoas que não usufruem do serviço público, o resultado é outro. Política pública precisa ser pensada por quem vive essa rotina”, afirma a moradora de Ceilândia.
Sara está entre os adolescentes e jovens que lançaram nesta quarta-feira (12) a Carta-Manifesto da Rede de Juventudes e Adolescências. O documento traz propostas para os candidatos que disputarão os próximos pleitos.
A iniciativa faz parte da campanha Perifa nas Urnas. Organizado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o movimento busca fortalecer a formação política e incentivar o voto consciente nas periferias.
Mudança estrutural
O fotógrafo Victor Queiroz, de 27 anos, também participou da elaboração da carta. Ele defende a importância de conscientizar os moradores sobre o voto como ferramenta de mudança estrutural no país.
“A partir do momento em que a população adquire consciência da importância do seu voto para fazer as políticas públicas chegarem ao território, a votação deixa de ser só um dever”, destacou o jovem, morador do Paranoá.
Manifesto aos candidatos
A carta-manifesto foi elaborada coletivamente durante dois anos. As pautas relacionam temas como saúde, trabalho, segurança pública, proteção social, educação e cultura, mobilidade urbana e diversidade.
O período de mobilização envolveu mais de 150 adolescentes e jovens de diferentes regiões do Distrito Federal e de municípios goianos do entorno, como Águas Lindas e Valparaíso.
Orçamento e transparência
Nas oficinas do Inesc, os participantes estudaram o orçamento distrital e foram capacitados a cobrar investimentos públicos. A carta cobra transparência na formulação e execução orçamentária.
A proposta destaca a importância da separação de dados públicos por raça, gênero, território e faixa etária para viabilizar o controle social das ações governamentais.
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