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A realização no Brasil da Copa do Mundo de Futebol Feminino e o fortalecimento do protagonismo das mulheres no esporte passam diretamente pelo Congresso Nacional. Parlamentares já aprovaram legislações fundamentais para viabilizar o torneio previsto para 2027.
Uma das normas em vigor concede isenção de Imposto sobre Serviços nas oito cidades-sede (Lei Complementar 232/26). Além disso, a Lei 15.421/26 estabelece diretrizes da Fifa e da União.
A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) ressaltou os impactos econômicos positivos do evento. Segundo ela, o mundial criará empregos, estimulará o turismo e deixará um legado duradouro de infraestrutura esportiva em várias regiões do país.
Por outro lado, vozes dissidentes criticam os custos. O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) argumentou que eventos da Fifa não deixam legados reais para a população, comparando a situação atual com os preparativos da competição masculina de 2014.
Em contrapartida, a ex-jogadora Aline Pellegrino destacou a forte presença feminina na gestão. Cerca de 70% da liderança operacional da competição será composta por mulheres, demonstrando capacitação dentro e fora dos gramados.
Historicamente, as mulheres enfrentaram barreiras severas no país. O Decreto-Lei 3.199/41 baniu a prática de modalidades consideradas incompatíveis com a natureza feminina, restrição que caiu apenas em 1983.
A edição de 2027 marcará a primeira vez que a América do Sul sediará o torneio. Trinta e seleções competirão entre junho e julho do próximo ano em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Novas propostas continuam em análise na Câmara para garantir incentivos financeiros, combater a discriminação de gênero (PL 4578/25) e instituir o marco legal da categoria (PL 3968/24).
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