A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi detida preventivamente nesta quinta-feira (21). Segundo as apurações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), o conjunto de bens da famosa não condiz com seus ganhos oficiais, sendo resultado de operações de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os investigadores identificaram transações financeiras de alto valor e um cotidiano marcado pelo luxo extremo. A suspeita é que Deolane tenha recebido repasses de uma empresa de transporte de valores associada à organização criminosa, o que configuraria ocultação de bens ilícitos.

De acordo com a decisão judicial, relatórios do COAF e a quebra de sigilo bancário revelaram movimentações vultosas que não encontram respaldo na Receita Federal. Empresas ligadas à advogada, como a Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda. e a Deolane Bezerra Holding, apresentariam indícios de serem fachadas, com sedes registradas em endereços residenciais simples no interior de São Paulo e compartilhando o mesmo contador com dezenas de outras firmas.

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O documento jurídico ressalta que a exibição constante de riqueza nas redes sociais — incluindo aeronaves e carros de marcas como Lamborghini e McLaren — é contraditória com os dados fiscais da investigada. Para as autoridades, essa ostentação reforça a tese de que o patrimônio foi construído, ao menos parcialmente, com recursos provenientes da facção.

A prisão ocorreu na residência de Deolane em Barueri, logo após seu retorno de uma viagem à Itália. Vale lembrar que, ainda em 2024, ela já havia sido alvo de outra operação policial ligada a supostos crimes em sites de apostas.

A ação desta quinta-feira também mirou a cúpula do grupo criminoso, incluindo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, além de familiares dele. Marcola, que já se encontra encarcerado, recebeu uma nova ordem de prisão em decorrência desta nova fase das investigações.

FONTE/CRÉDITOS: Radar Valparaíso