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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou oito pessoas acusadas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro por bets, movimentando recursos ilícitos do jogo do bicho na economia formal. A ação penal foi aceita pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa da capital fluminense.
Como funcionava a ocultação do capital
Segundo as investigações do Gaeco e do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos, os acusados dissimularam pelo menos R$ 5,2 milhões. O grupo utilizava a casa de apostas Rio Jogos, gerida pela Lema Administração e Participações, além de empresas de fachada e laranjas para ocultar a origem ilícita dos valores.
Mandados de busca e bloqueios judiciais
Em ação conjunta, a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) cumpriu mandados de busca e apreensão em bairros do Rio de Janeiro e também nos estados do Paraná e de Goiás. A pedido do MPRJ, a Justiça determinou o bloqueio das atividades e dos CNPJs das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações.
Rastreamento e repasse para outorga
O rastreamento financeiro indicou que a empresa Lema recebeu dois aportes de R$ 2,5 milhões em maio de 2024. Logo em seguida, transferiu R$ 5,2 milhões à Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) para pagar a outorga de exploração de apostas.
Entre os denunciados no processo estão Flavio da Silva Santos, Vinicius Pereira Drumond, Alexandre Vinicius da Costa Guedes, Jorge Roberto de Oliveira Figueiredo, João Eric Lourenço da Silva, Ana Paula Batista Vitorino, João Victor de Araujo Souza e Lucas Pastore Laporte de Souza.
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