A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 14ª Delegacia de Polícia do Gama, deflagrou na manhã desta quinta-feira (7/5) a Operação Falso Cafetão. A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Os indivíduos são investigados por extorquir clientes que procuravam por serviços de garotas de programa em anúncios fraudulentos divulgados na internet, utilizando ameaças de morte para coagi-los.

As autoridades policiais confirmaram a existência de cinco vítimas no Gama e em outras localidades do Distrito Federal. Conforme apurado pelos investigadores, os valores cobrados nas extorsões oscilavam entre R$ 500 e R$ 1 mil por pessoa. Estima-se que o grupo criminoso abordava entre 50 e 100 indivíduos mensalmente, gerando um lucro ilícito que variava de R$ 10 mil a R$ 15 mil por mês.

O esquema dos anúncios falsos

A operação, que contou com a colaboração do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, desvendou o modus operandi dos criminosos. Após o contato inicial com os anúncios enganosos de serviços sexuais, as vítimas eram submetidas a uma série de mensagens intimidatórias, ameaças e exigências de pagamentos extorsivos.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Ameaças e suposta ligação com facções

De acordo com os relatos da Polícia Civil, os envolvidos enviavam vídeos exibindo armamentos, alegavam fazer parte de organizações criminosas e proferiam ameaças de morte contra as vítimas, caso as quantias exigidas não fossem quitadas.

A investigação também revelou que o bando se apresentava como cafetões com vínculos a facções, a fim de amedrontar os clientes que demonstravam interesse nos anúncios veiculados online.

Ainda segundo os levantamentos, os suspeitos já possuíam um histórico criminal, com passagens por tráfico de drogas, tendo sido presos e cumprido pena anteriormente. Um dos envolvidos, que estava em liberdade provisória, retomou as atividades criminosas após deixar o sistema prisional, adotando o esquema conhecido como “falso cafetão”.

FONTE/CRÉDITOS: Diário Goianiense