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Quatro indivíduos foram detidos pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (7/7) na zona oeste de São Paulo, sob suspeita de integrarem a chamada “gangue do quebra-vidro”. Essa modalidade criminosa, que consiste em estilhaçar vidros de veículos em semáforos ou engarrafamentos para roubar pertences como celulares e bolsas, tem sido um foco de atenção para a segurança pública na capital paulista.
As imagens divulgadas pela corporação mostram veículos com os vidros danificados pelos acusados. A crescente atuação dessas gangues se tornou uma prioridade para a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), especialmente a poucos meses das eleições, devido ao impacto que causam na sensação de segurança da população.
De acordo com informações da Polícia Militar, os suspeitos foram abordados na Rua Norma de Luca e, posteriormente, conduzidos ao 7º Distrito Policial (Lapa) para as devidas providências. A ocorrência estava em andamento até o início da tarde.
O "crime do momento" em São Paulo
Interlocutores da Secretaria da Segurança Pública (SSP) classificam o ato de quebrar vidros de carros como um “crime do momento”. O secretário-executivo, coronel Henguel Ricardo Pereira, comentou sobre a evolução do cenário criminal na cidade, citando outros crimes que já foram predominantes, como roubo a banco e sequestros nas décadas de 1990 e 2000, e mais recentemente os crimes digitais e golpes via PIX.
Desde abril, a SSP tem intensificado as operações de combate a esse tipo de delito, especialmente na região central de São Paulo. A Polícia Militar informou que, entre janeiro e maio deste ano, a Operação Impacto Quebra-Vidro resultou na prisão de 1.480 pessoas em flagrante.
Comparando os meses de janeiro (208 prisões) e maio (121 prisões), observa-se uma redução de 42% no número de detidos por essa modalidade criminosa.
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