O período para que os aprovados no cargo de analista técnico-administrativo da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) manifestem sua preferência de local de lotação termina às 23h59 desta terça-feira (5), no horário de Brasília.

Os candidatos não são obrigados a preencher a lista de municípios preferenciais. Caso não o façam, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) definirá o local de exercício com base no interesse da administração pública federal.

Convocação

Na semana passada, o MGI divulgou no Diário Oficial da União o edital de convocação (nº 2/2026) para mil candidatos aprovados para esta função.

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Os convocados também foram notificados por e-mail, utilizando o endereço eletrônico fornecido durante a inscrição no certame.

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Manifestação de preferência

A indicação do local de exercício do serviço público deve ser realizada exclusivamente pelo site SouGov.br do Poder Executivo Federal ou através do aplicativo SouGov.br.

O acesso é feito mediante login e senha da conta na plataforma Gov.br.

Durante o processo no sistema, os candidatos poderão selecionar, em ordem de preferência, as localidades disponíveis para atuação.

O edital determina que a escolha efetuada será considerada como manifestação formal de aceitação, mesmo que inclua cidades fora das capitais. Saiba mais.

Prioridades na alocação

Os servidores convocados podem ser alocados em até 36 órgãos federais, com postos de trabalho em diversas regiões do país, abrangendo capitais e outros municípios considerados estratégicos.

Na distribuição dos aprovados, o MGI estabeleceu critérios de prioridade:

· Aprovados em vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD), independentemente da modalidade de concorrência em que foram classificados;

· Respeito à ordem de classificação obtida no concurso público;

· Alternância entre as listas de ampla concorrência e vagas reservadas, conforme estabelecido pela legislação do processo seletivo.

Distribuição nacional

O edital também prevê que, em casos de nomeação para Brasília ou para as capitais estaduais, não haverá a possibilidade de recusar a vaga.

Nessas circunstâncias, a não aceitação será interpretada como desistência, de acordo com a legislação vigente.

Para locais de trabalho fora de Brasília e das capitais, a administração pública não poderá designar o candidato para um município que não tenha sido previamente indicado por ele. Essa medida garante que o profissional não será alocado em um local não escolhido, caso este seja fora das capitais.

A definição final do local de exercício profissional pelo governo federal levará em conta tanto as preferências manifestadas pelos convocados quanto as necessidades apresentadas pelos órgãos públicos, considerando a disponibilidade de vagas e a ordem de classificação no certame.

Carreira transversal

O cargo de analista técnico-administrativo, pertencente ao bloco temático 5 do CNU 2025, faz parte da carreira de analista técnico do Poder Executivo (ATE), recentemente instituída pelo MGI.

Esta carreira possui natureza transversal, permitindo que os profissionais atuem em diferentes órgãos da administração pública federal, conforme as demandas institucionais. O objetivo é fortalecer a capacidade técnica do Estado brasileiro.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos esclarece que o direito de manifestar preferência pelo local de trabalho é exclusivo dos candidatos convocados para o cargo de analista técnico-administrativo do CNU 2025.

Este procedimento não se aplica aos demais cargos do concurso público realizado nos meses de outubro e dezembro do ano passado.

CNU 2025

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado oferece um total de 3.652 vagas distribuídas entre 32 órgãos federais.

As oportunidades estão agrupadas em nove blocos temáticos.

Do total de vagas, 3.144 são para nível superior e 508 para nível intermediário.

Em relação ao preenchimento das 3.652 vagas, o MGI tem planos de convocar 2,4 mil aprovados logo após a homologação do certame. As 1,1 mil vagas remanescentes serão preenchidas em um prazo mais curto.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil