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A cidade de São Paulo registrou 51,9 mil solicitações para o serviço de tapa-buraco no primeiro semestre deste ano, revelando que os problemas no pavimento persistem mesmo em vias recentemente asfaltadas. O volume representa uma média diária de 287 chamados no município, onde cerca de 38% das demandas abertas no período ainda não haviam sido resolvidas até o início deste mês.
Projetos de manutenção recente não têm evitado falhas recorrentes em importantes artérias paulistanas. Na Rua Vergueiro, na zona sul, as sarjetas recuperadas voltaram a apresentar rachaduras graves pouco tempo após as obras iniciadas no fim de 2023. Comerciantes locais relatam que a camada de concreto aplicada atualmente é mais fina e carece de estrutura reforçada para suportar o tráfego intenso de ônibus.
Segundo especialistas da área de engenharia da USP, o desgaste precoce das sarjetas compromete a fundação do asfalto. A água escoa de forma irregular e infiltra na base do pavimento, reduzindo sua resistência e acelerando o surgimento de novos buracos em vias como as avenidas Paulista e Bernardino de Campos.
Locais com maior volume de chamados
Entre os logradouros com maior número de queixas destacam-se a Rua Anoriaçu, a Estrada de Itapecerica e a Avenida Deputado Cantídio Sampaio. Em relação aos bairros, Butantã lidera a lista com mais de 3,8 mil chamados, seguido por Campo Limpo, Pirituba-Jaraguá e Itaquera.
Posicionamento da Prefeitura de São Paulo
A Secretaria Municipal de Subprefeituras (SMSUB) informou que o total de pedidos caiu 36% nos últimos dois anos graças ao avanço das obras de recapeamento, que já recuperaram 1.769 trechos desde 2022. A pasta destaca que o tempo médio para atendimento é de seis dias e que mais de 126 mil buracos foram fechados entre janeiro e julho.
A gestão municipal esclareceu ainda que vias longas passam por intervenções em trechos específicos, o que justifica chamados em pontos não contemplados. Quando surgem defeitos em áreas recapeadas, as empreiteiras são acionadas via garantia contratual de cinco anos, sem custos adicionais. O poder público também atribui parte dos danos a obras de concessionárias e vazamentos subterrâneos.
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