O renomado líder indígena Raoni Metuktire, de 94 anos, permanece sob cuidados intensivos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, Mato Grosso. Ele foi hospitalizado no último domingo após passar mal em sua residência.

Um boletim médico divulgado nesta terça-feira (16) indicou uma melhora discreta e positiva no quadro clínico do cacique nas últimas 24 horas. A equipe médica segue acompanhando Raoni de perto, sem previsão de alta hospitalar.

Conforme o comunicado, o líder indígena está lúcido, consciente e orientado, respirando espontaneamente sem necessidade de suporte ventilatório mecânico. Houve melhora na diurese, sinalizando uma resposta parcial às medidas de suporte, e redução no volume drenado pela sonda nasogástrica.

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Apesar da evolução positiva, o estado de saúde de Raoni exige atenção contínua. Sua idade avançada e a presença de comorbidades preexistentes o tornam mais vulnerável, necessitando de cuidados intensivos. A função renal apresentou melhora parcial, porém ainda não se normalizou completamente.

O cacique está em jejum devido a um quadro de suboclusão gástrica que impede a ingestão de alimentos. A nutrição parenteral será iniciada, e uma endoscopia digestiva alta está agendada para quando seu estado de saúde se estabilizar. Não há indicação de intervenção cirúrgica no momento.

O diretor-técnico do Hospital Dois Pinheiros, Douglas Yanai, ressaltou a força do líder indígena, mas destacou a fragilidade inerente a sua condição de saúde. "Temos procurado cuidar e trazê-lo de volta à sua rotina para que ele possa manter as suas atividades", afirmou Yanai.

Yanai acrescentou que Raoni tem conversado com a equipe médica, demonstrando sua força e a confiança na recuperação. As visitas têm sido restritas a familiares próximos, mas o líder indígena está recebendo todos os cuidados necessários.

Cacique Raoni é uma figura proeminente na luta global contra o desmatamento na Amazônia e na defesa dos direitos dos povos originários. Esta é a terceira internação do líder indígena neste ano.

FONTE/CRÉDITOS: Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil