GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Por Alex Blau Blau

A declaração do ministro Flávio Dino sobre a existência do que chamou de “momento mais corrupto da história do Poder Judiciário” provocou uma reação organizada de entidades representativas da magistratura.

Publicidade

Leia Também:

Nesta quarta feira (16), associações de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul contestaram a manifestação feita pelo ministro durante a sessão do Supremo Tribunal Federal que analisou desdobramentos relacionados ao caso Banco Master.

A Associação dos Magistrados Catarinenses afirmou que eventuais irregularidades precisam ser investigadas e responsabilizadas individualmente. Para a entidade, episódios envolvendo pessoas determinadas não podem servir como fundamento para uma avaliação generalizada sobre toda a magistratura.

“Situações individuais não podem ser projetadas sobre toda a Magistratura na tentativa de desviar o foco de discussões e crises restritas à cúpula de Brasília”, afirmou a associação.

A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul também repudiou a declaração. A entidade argumentou que qualquer suspeita deve estar relacionada a fatos concretos e aos respectivos envolvidos, sem ser estendida aos demais integrantes do Judiciário.

Reflexos de uma sessão marcada por divergências

A fala de Dino ocorreu durante a discussão sobre a possibilidade de reunir procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça no contexto do caso Master.

O julgamento foi interrompido após pedido de vista de Dino. Naquele momento, o placar provisório registrava quatro votos pela manutenção dos procedimentos separados e três pela análise conjunta.

A sessão também teve divergências públicas entre ministros. Cármen Lúcia pediu desculpas à população e afirmou que o Supremo havia provocado um “mal estar cívico” no país.

A reação das associações mostra que as declarações feitas durante o julgamento ultrapassaram os limites do plenário e passaram a provocar manifestações de representantes da magistratura em outras regiões do país.