Arcângela Karolyne, de 29 anos, deu à luz seu primeiro filho, João Miguel, por meio de um parto na água na Maternidade Dona Iris, em Goiânia. O procedimento ocorreu no novo Centro de Parto Normal da unidade, utilizando métodos de humanização para garantir que o plano de parto da gestante fosse integralmente respeitado pela equipe assistencial.

A paciente chegou à maternidade com o firme desejo de vivenciar um parto normal. Após passar pelo processo inicial na sala PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto), ela foi encaminhada para a banheira, onde o trabalho de parto evoluiu de forma natural e assistida.

"Tentei o chuveiro para relaxar, mas foi na banheira que consegui atingir os 10 centímetros de dilatação. Esse recurso foi fundamental para o meu processo", relatou Arcângela, destacando a importância da imersão em água morna para o controle das contrações.

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Infraestrutura voltada ao bem-estar

O espaço utilizado pela paciente foi inaugurado em dezembro e compõe a estrutura do Centro de Parto Normal. O ambiente é equipado com iluminação de relaxamento, som ambiente e barras de apoio, focando em métodos não farmacológicos para o alívio da dor.

Além da tecnologia física, Arcângela elogiou o acolhimento humano recebido. Ela destacou que as enfermeiras foram atenciosas e respeitaram seu tempo, inclusive durante as pausas entre as contrações, garantindo que ela não desistisse do objetivo de ter um parto normal.

Benefícios técnicos da imersão

Cristiane Vieira, supervisora do Centro de Parto Normal, explicou que a água morna promove o relaxamento muscular e reduz a percepção dolorosa. Isso favorece a progressão da dilatação sem a necessidade de intervenções químicas, mantendo a autonomia da mulher.

A enfermeira obstetra reforça que o parto na água é um direito acessível no SUS. Na Maternidade Dona Iris, a gestante conta com um ambiente seguro e liberdade para escolher a posição e o método que deseja para dar à luz, desmistificando a ideia de que o procedimento é exclusivo da rede privada.

O modelo de assistência da unidade permite que a mulher permaneça no mesmo local durante todas as fases do nascimento. A remoção para o centro cirúrgico só ocorre em casos de necessidade clínica, priorizando sempre a segurança materna e neonatal.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Online