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No interior de São Paulo, um vídeo registrado na Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, revelou que uma criança sofreu ferimentos durante um salto de rope jump organizado pela equipe Entre Cordas meses antes do acidente fatal de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.
As imagens foram capturadas por Luis Gustavo de Oliveira, instrutor do grupo, aproximadamente três meses antes da tragédia que vitimou a jovem de 21 anos. O registro mostra o menor caído ao solo após o salto, situação que o instrutor afirma ter percebido apenas ao ouvir gritos no local.
O pai da criança, que trabalhava como freelancer para a empresa, prestou esclarecimentos à Polícia Civil. Ele detalhou que o acidente ocorreu durante uma sessão de gravação de mídias para o grupo, logo após o encerramento do atendimento ao público.
Falha técnica e negligência no lançamento
Segundo o relato, o menino insistiu em realizar um salto adicional naquele dia. Embora o pai tenha verificado os equipamentos de segurança, um dos instrutores teria liberado a corda antes da estabilização completa do movimento pendular da criança.
O erro técnico fez com que o menino raspasse diretamente no chão, resultando em escoriações no joelho. Apesar do susto e de queixas sobre uma batida leve, não houve registro de impacto grave na região da cabeça.
Após o incidente com o filho, o homem decidiu interromper sua colaboração com a equipe. Em depoimento, ele negou ter recebido orientações para ocultar o fato, afirmando que a decisão de não divulgar o ocorrido na época foi tomada de forma voluntária.
Desdobramentos jurídicos e indiciamentos
Recentemente, a Polícia Civil indiciou Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como CEO da Entre Cordas, por homicídio qualificado e fraude processual. A investigação aponta que Maria Eduarda foi lançada ao vazio sem as cordas de segurança acopladas.
Enquanto dois outros detidos tiveram suas prisões revogadas por falta de indiciamento, três integrantes do grupo — Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves — permanecem em prisão preventiva.
O trio responderá por homicídio com dolo eventual, modalidade aplicada quando se assume o risco consciente de causar a morte da vítima durante a execução da atividade recreativa.
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