Milton Pereira dos Santos foi sentenciado a mais de 89 anos de prisão em Cristalina, Goiás, por assassinar seus ex-sogros. O crime ocorreu na véspera de Natal de 2024, na zona rural do município. A condenação veio após um julgamento de aproximadamente 36 horas, onde a promotoria utilizou a canção 'Então é Natal' para contextualizar a data do duplo homicídio.

Durante a sustentação oral, o promotor de Justiça Diego Henrique Siqueira Ferreira emocionou os presentes ao conectar a música à tragédia familiar. Ele dirigiu-se ao réu e aos jurados, ressaltando o sofrimento que a melodia traria doravante: "Sempre que essa música tocar, essa família vai chorar." Ferreira enfatizou a gravidade dos atos, declarando: "Você é mau, você vai ser responsabilizado por tudo que você fez."

O Conselho de Sentença, ao final do processo, reconheceu a autoria e a materialidade dos crimes imputados a Milton Pereira dos Santos. A acusação sustentou que o réu cometeu os assassinatos na residência da família, vitimando Maria Batista de Oliveira, de 68 anos, e Mário Domingos.

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O promotor descreveu a conduta do acusado como cruel e premeditada, citando um diálogo que precedeu os homicídios. "Quando ele perguntou ao Mário: ‘vai passar Natal onde?’, já sabia que ia matá-lo", relatou Ferreira.

A promotoria também abordou o histórico de violência psicológica que o condenado teria exercido contra a ex-companheira, além da sequência de ações que culminaram nos homicídios. "Transformou o dia do nascimento do menino Jesus na morte da senhora Maria, que por coincidência também é o nome da mãe do menino Jesus", pontuou o promotor.

O juiz Rodney Martins Farias presidiu o julgamento, que contou com oitivas de testemunhas, interrogatório do réu e as argumentações da acusação e da defesa. Ao final, o júri acolheu as evidências apresentadas.

Milton Pereira dos Santos foi condenado por feminicídio, homicídio qualificado, violência psicológica contra a mulher, fraude processual e adulteração de sinal identificador de veículo. A pena total fixada foi de 89 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão, somada a 8 meses de detenção.

FONTE/CRÉDITOS: Radar Valparaíso