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O Tribunal de Justiça de Goiás acatou o pedido do Ministério Público que pedia o afastamento e desligamento do GCM Adriano Samaronde das funções na Guarda Municipal de Cabeceiras de Goiás.
O agente assassinou em maio de 2024 José Queiroz Araújo da Mata em um bar. No dia do crime o GCM estava de serviço, porém no momento do ocorrido estava em um bar com uniforme de educação física da instituição consumindo bebida alcoólica. Ele estava armado e após José Queiroz sair do banheiro ele desferiu 5 disparos de arma de fogo contra a vítima, que morreu no local.
Até o presente momento a Prefeitura de Cabeceiras não havia tomado nenhuma providência sobre o ocorrido e nem aberto procedimento para apurar o ocorrido. O GCM Samaronde seguia trabalhando normalmente e participando de cerimônias junto com prefeito da cidade Jacó Rotta como se nada houvesse acontecido, deixando na população o sentimento de impunidade e conivência por parte da gestão local.
Adriano Samaronde já foi candidato a vereador pelo então partido Democratas. Por Cabeceiras ser uma cidade do interior de Goiás muito distante de Formosa e outras cidades, o crime tendia a ficar impune e ser acobertado pelas autoridades municipais.
O Ministério Público pediu o afastamento de Samaronde por entender que o GCM não tem condições de exercer a função de agente de segurança pública e por este pôr em risco a população, já que a GCM de Cabeceiras possui armamento. Segundo apuramos essa conduta do agente já era comum, tendo em vista que a rigidez de fiscalização dos agentes da Guarda Municipal Cabeceiras ser branda demais e estar distante dos padrões exigidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e Polícia Federal.
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