Apenas um caso de reação adversa grave após a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan está sob investigação em Goiás. A informação foi divulgada pela subsecretária de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (9/6). O paciente em questão já recebeu alta hospitalar e a investigação visa determinar se os sintomas apresentados estão relacionados ao imunizante.

Até o momento, mais de 10 mil doses da vacina foram aplicadas em Goiás, concentradas em profissionais da atenção primária à saúde, com início das aplicações em fevereiro. A decisão do Ministério da Saúde de suspender a aplicação da vacina em todo o país ocorreu na segunda-feira (8/6), após a notificação de 42 casos de reações severas ainda em apuração. Em nível nacional, foram distribuídas mais de 500 mil doses, o que resultaria em uma taxa de reação de aproximadamente 0,008%. As doses não utilizadas serão armazenadas até a conclusão das investigações.

A especialista Flúvia Amorim explicou que, embora raro, o evento adverso requer investigação aprofundada para compreender sua natureza e possíveis causas. "É um evento raro, mas que se investiga, porque é um evento inesperado. Precisamos terminar a investigação e esperar para saber futuramente como utilizá-las", afirmou.

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A orientação para a população que recebeu a vacina nos últimos 21 dias é ficar atenta a sintomas como febre, dores corporais, dores abdominais persistentes, vômitos, tonturas, sangramentos, desidratação, sonolência intensa e irritabilidade. Em caso de manifestação de tais sintomas, é fundamental procurar uma unidade de saúde.

Vacina Qdenga continua disponível para públicos específicos

É importante ressaltar que a vacina Qdenga, aplicada na rede privada para o público geral e na rede pública para adolescentes de 10 a 14 anos, é segura e desenvolvida por outro laboratório. As aplicações deste imunizante seguem normalmente, sem interrupções.

A SES-GO reforça a importância de buscar informações em fontes oficiais e alerta contra a disseminação de notícias falsas (fake news). "Ficamos preocupados. Essas pessoas utilizam de forma criminosa essas informações. Isso demonstra que o SUS é transparente e responsável", declarou Amorim, enfatizando a necessidade de combater a desinformação.

"Temos várias vacinas sendo utilizadas há muito tempo e que são seguras e salvaram milhões de vidas. Temos que ter medo da doença, e não da vacina", concluiu a subsecretária, lembrando que a dengue causou 122 mortes em Goiás no ano anterior.

FONTE/CRÉDITOS: Radar Valparaíso